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suplementos de proteína e amino spiking

 

Alerta: Suplementos de proteína com Amino Spiking

Nos dias de hoje, todo mundo que pratica musculação consome suplementos de proteína. Para muitos, tomar whey protein ou qualquer outro suplemento proteico é quase tão importante quanto o próprio treino. Tudo bem, nada de errado com isso. Para desenvolver a massa muscular é mesmo necessário garantir um aporte suficiente de proteína todos os dias e o whey protein é uma fonte proteica de grande qualidade conhecida pelo seu alto valor biológico.

O problema é que a indústria da suplementação sabe disso e procura tirar vantagem dessa grande popularidade dos suplementos de proteína. Aí você pergunta: como isso pode ser um problema? O fato de existir uma grande oferta de proteínas no mercado faz com que os suplementos sejam mais baratos, ocorram mais promoções, etc. Quem ganha é o consumidor, certo?

Pois, na verdade, as coisas não são assim tão simples. O que acontece é que, de modo a cortar seus custos de produção nos suplementos de proteína, muitas marcas estão adotando práticas enganadores e até mesmo desleais para com o consumidor. E não estamos falando dessas marcas que colocam carboidrato no lugar de proteína. Essas marcas farinheiras apenas merecem nosso desprezo e a sua falência.

O mundo enganador do Amino Spiking
A verdade é que mesmo as marcas que não adulteram seus produtos de proteína com carboidrato no lugar de proteína também podem não ser completamente inocentes. Estamos falando de marcas que adicionam aminoácidos livres aos seus suplementos proteicos, aminoácidos esses que não contribuem para a síntese proteica muscular mas que, por serem baratos, permitem aumentar o conteúdo total de proteína com custos menores para a marca.

Essa técnica é conhecida dentro da indústria como “Amino Spiking”. Profissionais da indústria da suplementação já fizeram vídeos alertando para esse procedimento enganador. No artigo “Como escolher um suplemento de proteína (whey)“, o profissional Marcos Sabino alertou para a técnica do Amino Spiking praticada por várias empresas. Em outro vídeo, Félix Bonfim, outro profissional da área, alertou para o mesmo fato (veja o vídeo aqui, a partir dos 14:07).

É importante os consumidores estarem alertados para isso antes de comprarem seus suplementos proteicos, para evitarem pagar caro por um suplemento de fraca qualidade.

amino spiking fraude
Como funciona o Amino Spiking?
Todas as marcas têm de apresentar a quantidade de proteína que o produto oferece por dose. Essa quantificação da proteína é feita através da medição do valor total de nitrogênio. O nitrogênio é uma molécula presente em todos os aminoácidos. Medindo a quantidade total de nitrogênio, os laboratórios conseguem estimar a quantidade total de proteína no produto.

Ao adicionarem aminoácidos baratos ao produto, os fabricantes podem manipular esse teste e aumentar artificialmente a quantidade de proteína no produto de forma muito mais barata. Afinal de contas, para quê você vai colocar 100% de whey protein no produto se pode colocar apenas uns 60% e adicionar aminoácidos baratos para aumentar o total de proteína, fazendo-o passar por um 100%?

Os principais aminoácidos utilizados no amino spiking são a glicina, a taurina, a arginina, a alanina, o ácido glutâmico e a creatina (todos eles aminoácidos não-essenciais, já reparou?). Desses, os mais frequentes são a glicina e a taurina (um fabricante consegue comprar glicina e taurina ao preço da chuva). Esses aminoácidos são utilizados porque eles contêm nitrogênio e são menos dispendiosos do que as proteínas completas, tais como a proteína de soro de leite ou a caseína.

O site noticioso “News Inferno” cita Tim Ziegenfuss, diretor do Centro de Ciências Aplicadas à Saúde, dizendo: “A arginina tem aproximadamente três vezes mais nitrogênio do que a proteína de soro de leite e a creatina tem aproximadamente uma vez e meia mais nitrogênio e custa menos de metade do preço. Dar um spiking na proteína com esses nutracêuticos é uma forma barata de elevar o nível de nitrogênio de uma proteína em pó, sem a adição de mais proteínas de alta qualidade“.

Você leu bem? A arginina contém três vezes mais nitrogênio que o whey protein! A creatina contém uma vez e meia mais nitrogênio.

Se ainda não deu para perceber bem a gravidade da situação, vamos fazer um exercício. Imagine um whey concentrado com 80% de proteína (80 gramas de proteína por cada 100 gramas de produto). Imagine também que a marca adicionou arginina e creatina em sua fórmula (já nem vamos falar dos outros aminoácidos usados para o amino spiking).

Esses 80% são pura ilusão! O produto não contém 80 gramas de proteína, ele contém menos que isso. O que aconteceu foi que a marca conseguiu aumentar a quantidade total de proteína através da adição de dois aminoácidos baratos.

Esses aminoácidos até podem ter funções importantes (como é o caso da creatina), mas nesse contexto eles apenas foram utilizados para benefício do fabricante e não do consumidor.
Como detetar o Amino Spiking nos suplementos proteicos?
A boa notícia é que é fácil identificar quando uma marca está adotando a técnica do amino spiking. Por lei, os fabricantes devem listar todos os ingredientes utilizados em seu produto. Então, se na lista dos ingredientes você vir algum aminoácido listado, é porque ele foi adicionado à fórmula.

Não se deixe enganar por uma marca que diz que seu produto foi “enriquecido com aminoácidos extra”. Lembre-se que esses aminoácidos foram acrescentados ao produto não para o tornarem melhor mas apenas para tornar sua produção mais barata e assim o fabricante poder aumentar sua margem de lucro.

E quando os aminoácidos adicionados são BCAAs, isso não é bom?“, você pode perguntar. Na grande maioria dos casos, os BCAAs (leucina, isoleucina e valina) apenas são adicionados para que o produto não fique tão fraco.

Quando você vê na embalagem “Enriquecido com BCAA”, geralmente essa afirmação de marketing apenas pretende criar a ilusão de que o produto ficou ainda melhor com a adição desses BCAAs quando, na verdade, os BCAAs foram adicionados porque o fabricante não usou uma fonte de proteína completa (que já teria os BCAAs) na fabricação do seu produto.

amino spiking
Não seja enganado pelo Amino Spiking
Você deve ser exigente com seus suplementos proteicos. Afinal, você está pagando caro por eles. O mínimo que pode exigir de um suplemento de proteína é que ele contenha aminoácidos de qualidade. Vamos fazer uma analogia: você aceitaria pagar por um Ferrari e esse Ferrari vir com peças não originais de menor qualidade? Óbvio que não.

Então por que você aceitaria pagar por um suplemento que diz no rótulo “100% whey protein” quando, na verdade, esse suplemento não é um 100 whey protein? Se aparecerem aminoácidos livres listados nos ingredientes, esse suplemento simplesmente não é um 100% whey protein.

A marca que quer vender essa ilusão para você não merece seu respeito enquanto consumidor. Alerte outros consumidores para essa prática enganosa do Amino Spiking. O mercado da suplementação só ganhará escrúpulos quando os consumidores se tornarem consumidores informados.
A exceção da regra
Gostaria de deixar uma nota final para notar que, por vezes, há produtos que têm aminoácidos livres que foram adicionados mas, no entanto, se você comparar as quantidades de cada aminoácido com os de um produto sem amino spiking, você não verá diferença.

Tem vezes que a marca adiciona aminoácidos livres na fórmula com o intuito de tornar o produto realmente melhor. Estamos falando de uma minoria, mas acontece. Convém levarmos esse fato em consideração para não estarmos prejudicando marcas que não merecem a reputação de enganadores.

A melhor forma de você descobrir se estamos perante um caso de amino spiking positivo ou negativo é mesmo avaliar as quantidades de cada aminoácido, especialmente de aminoácidos essenciais e BCAAs.

Fonte: http://treinomusculacao.com/suplementos-proteina-amino-spiking/

pão integral

É incrível a picaretagem de grande parte do segmento de panificação, e porque não dizer do setor alimentício em geral brasileiro.

Um dia desses passando pelas gôndolas de um supermercado  em Botafogo resolvi “espiar” a quantidade e variedade de pães à venda; não costumo comprá-los, pois sou à moda antiga… gosto de fazer meu próprio pão. Entretanto, é obvio que estes são bem mais práticos e ainda prometem (será que cumprem?) dentre vários tipos serem “light”,  “integrais” , “ricos em grãos”, etc. Ou seja, oferecem sabor, praticidade, nutrição eficiente e alimentos funcionais (que são promotores de saúde e diminuem o risco de certas doenças, provocadas pelo estilo de vida moderno, como diabetes, pressão alta , obesidade, colesterol alto, etc). Isso aconteceria se REALMENTE  esses pães tivessem em sua composição, e em quantidades mínimas adequadas, os alimentos que apregoam na parte da frente de seus pães.

Cheguei à conclusão de que, pelo menos no Brasil, nunca se deve ler o que diz o rótulo frontal do produto . Esse é só um chamariz de venda, e na maioria das vezes, não corresponde ao que se encontra dentro do produto. O importa que de verdade é o que vem escrito atrás do rótulo, ou seja, os ingredientes e a tabela nutricional. Sei que, às vezes, pode ser complicado para o leigo entender a tabela nutricional, até porque essa segue um modelo internacional de medidas que não estamos familiarizados. Não obstante, já basta dar uma boa olhada nos ingredientes, assim  não dará para ser tão facilmente enganado.

Também sei que muitos não importam se o pão é saudável ou não, cumpre o que promete ou não no rótulo; estão apenas preocupados com o sabor e/ou preço, e ponto. Porém, não seja “pato” pagando a mais por algo que não cumpre o que diz; pois é o que acontece. Visto que  esses pães ditos “integrais”, “light”, etc, são bem mais caros que muitos pães “simples”, que não agregam alimentos diferenciais (farinhas e cereais integrais, etc.) ou vem cheios de gorduras nocivas, açúcar refinado, sal em excesso, etc. Portanto, se você não importa com sua saúde, ao menos leve o pão mais simples e mais barato mesmo. O problema é todo seu. Só digo para não se deixar ludibriar por falsas promessas e pagar mais por menos.

Para aqueles que realmente estão preocupados com seu bem estar e alimentação equilibrada, vou dar umas dicas de como escolher melhor seu pão, já que este faz parte de nossa dieta diária, e pode sim, ser fonte de poderosos nutrientes e nos proteger sem deixar de ser saboroso. E principalmente, para não levar “gato por lebre”.

Primeiro não se deixe impressionar pelo belo rótulo e com milhões de promessas estampadas. Eles são criados assim para criar impacto e nos fazer crer que estamos diante de um produto “perfeito”. A tendência diante de um produto que se apregoa que é “ light”, “integral” , “rico em grãos (seja linhaça ,centeio, quinoa, etc.)”, ou seja, 7 , 9 ,12, sei lá quantos grãos , “sem gorduras trans”, “ sem açúcar ou gordura”; é achar que este é o pão ideal… Mas, aí que vem a estória. Antes de colocar no  carrinho de compras, vire logo o pão e  leia atentamente os ingredientes. A surpresa será imensa e negativa, é claro…

Nesse supermercado, para se ter uma idéia das 6 marcas industrializadas apresentadas, com dezenas de pães diferenciados( com vários tipos de nutrientes ) oferecidos por cada uma, apenas uma marca cumpria (e com algumas ressalvas) o que prometia no rótulo frontal .

Para se entender melhor: quando se diz que o pão é integral ou qualquer outro produto dito integral como massas, macarrão, biscoito, etc., eles devem conter  “farinha de trigo integral” nos ingredientes.

O que de verdade acontece, é que muitos são adicionados de “fibra ou farelo de trigo “( a mesma coisa ) à farinha de trigo convencional. Essa é a farinha branca industrializada, nossa velha conhecida , que agora, por obrigatoriedade é adicionada de “ ferro” e “ ácido fólico”. Porém, não se deixe enganar, se na composição não se achar farinha de trigo integral ; este não é pão integral, no máximo um pão adicionado de fibras . E não se esqueça que a  farinha de trigo( convencional )refinada , mesmo adicionada de ac.  Fólico e ferro é muito pobre nutricionalmente , e uma das grandes causadoras de obesidade , diabetes ,prisão de ventre,etc..O correto era que esse pão fosse chamado de pão adicionado de “fibras” e não de integral . Pura enganação. Ah, e o tal pão com farinha de trigo  e com fibra ou farelo sai bem mais barato e mais fácil para se produzir do que o feito com “ farinha de trigo integral”. Acho que vocês já sacaram o porquê de se prometer um produto e usar outro.

Um adendo, o pão feito com farinha integral é naturalmente rico em fibras, além de antioxidantes , vitaminas , minerais e carboidratos complexos . Já que a farinha integral é obtida através de um processo de moagem do grão do trigo realizado em moinhos de pedra  que preservam a combinação natural de suas três  partes : 1°farelo (rico em fibras), 2° endosperma (Fornece energia ,através dos carboidratos e proteínas ) e 3° gérmen (rico em nutrientes minerais e vitaminas) . Portanto , o farelo ou fibra  é só a parte externa do grão de trigo .

E atenção se vier mais de um tipo de farinha na composição do pão, como farinha de centeio, farinha de aveia, etc., pois são cereais saudáveis e agregam valor nutricional ao produto. Não obstante, a quantidade pode ser mínima, e como infelizmente, não há obrigatoriedade pela ANVISA (agência nacional de vigilância sanitária, que regulariza entre outros o setor alimentício) de se informar a quantidade destes no pão , fica difícil saber se realmente vale a pena pagar mais por algo que pode  não fazer muita diferença na composição do produto , e conseqüentemente para sua saúde.

Para se ter uma noção, achei apenas alguns pães que informavam a porcentagem de farinha de trigo integral e de centeio ; e cá pra nós a quantidade era ínfima  3% de centeio. Ou seja , a quantidade significativa ficava por conta da farinha de trigo adicionada de ac. Fólico e ferro ( a tal pobre em nutrientes, que usualmente temos em casa ) . Enfim , os nutrientes mais interessantes para o funcionamento do nosso organismo vinham em números ridículos… Outra “roubada” !

Convencionou-se entre os  fabricantes que o primeiro ingrediente  do produto é o de maior quantidade , e assim sucessivamente em ordem decrescente .Esse é outra ajuda ao escolher que pão comprar ; apesar de que não há muita fiscalização nessa área ,  desconfie um pouco ,e analise com todas as outras informações  disponíveis no rótulo.

E ainda , na área dos ingredientes , deve-se levar em conta que por ser um produto como qualquer outro industrializado ( a não ser que se opte por outros  pães que se acham em entrepostos ou loja de produtos naturais ) , este é repleto de conservantes , acidulantes , aromatizantes  , melhorador de farinha( é só observar no fim dos ingredientes ). E é obvio . Por que você acha que dura bem até 7 dias ou mais fora da geladeira , quando um pão feito em casa não suporta mais de 3 dias em temperatura  ambiente no verão , e já começa a mofar ? Portanto , conclui-se que  estes , mesmo  com grãos  e sementes saudáveis como quinoa , gergelim , aveia , linhaça , etc. , são repletos de substâncias químicas . E mesmo que se apregoe que são substancias produzidas em laboratório e seguras para o organismo , em excesso e com o tempo, entopem o organismo de lixo químico ( aumentando a quantidade de radicais livres que levam ao envelhecimento precoce das células gerando doenças degenerativas,como mal de Alzheimer, Parkinson,cânceres , etc.). Mas deixa isso mais para frente.

Falando em lixo químico , não pude deixar de notar a “ cara de pau “ desses empresários do setor de panificação e da alimentação em geral  ao continuar usando a “ gordura vegetal hidrogenada “  em seus produtos.  Para os desavisados ( será que alguém ainda não ouviu falar nos seu malefícios ? ) ou para quem ainda não se deu conta de que talvez , essa tenha sido o maior veneno produzido pela engenharia de alimentos nos últimos anos. Para se ter uma idéia , ela é proibida de ser produzida em todos os EUA desde Julho de 2007 e também na Europa ; mas por aqui só se fala em retirada aos poucos, e a Anvisa deu um prazo de mais de 1 ano para isso . Até lá , olho vivo em todos os produtos e , aqui especificamente, nos pães.

Relembrando, a gordura vegetal hidrogenada, ou mais comumente chamada de gordura trans ; é produzida em laboratório a partir de mistura de óleos vegetais que depois que recebem  catalizadores e passam por processo químico específico , fica com aparência sólida  ( é a hidrogenação ). É ainda  muito usada em margarinas , em produtos de padarias e lanchonetes , em frituras , em produtos prontos congelados , sorvetes , pipocas de microondas, etc…

A gordura trans é tão nociva para o organismo que não é metabolizada como qualquer alimento, mesmo os mais pesados de origem animal , como o colesterol da pele de frango ou das vísceras de ruminantes. E além de aumentar a gordura saturada e os triglicerídeos , ainda consegue o que nenhum outro produto de origem animal faz, abaixa o bom colesterol ( HDL );  que é o nosso  guardião  maior do entupimento das artérias.

FUJA das gorduras trans, e não estou exagerando não. Não consigo entender um governo que ainda  permite que uma aberração como esta ainda esteja sendo comercializada; e os empresários que ainda a utilizam a despeito de todos os seus malefícios são uns cretinos e mesquinhos. E se não bastasse, ainda mascaram sua utilização.

ATENÇÃO: muitos produtos ainda contém gordura trans, só que agora eles escrevem, “gordura vegetal”, ou seja, tiraram a “hidrogenada”. Ou então, dizem que “não existe gordura trans na porção“. Outra enganação, quando você for ver, a porção é pequena, 1 ou 2 fatias de pão, e mesmo que você consumisse menos que isso ao dia, não se esqueça que a gordura trans não é metabolizada facilmente pelo organismo.

Conclusão, ela vai entupindo lentamente as artérias, e causando a deletéria gordura abdominal (visceral); comprovadamente causadora de infartos, derrames etc.. E por que vocês acham que ainda se usa a “gordura trans“ na indústria de alimentos em geral? Acertou quem pensou que é porque ela é extremamente barata, fácil de trabalhar, e ainda dá uma aparência “artificialmente“ macia e desengordurada aos alimentos. Mas é pura gordura nociva e assassina!!! Para provar isso, e não acharem que estou “fazendo terrorismo“, há alguns anos, algumas  universidades americanas, inclusive  Harvard em Boston, fizeram um experimento. Numa grande sala se colocou alguns hambúrgueres e batatas fritas de lojas de “fast-food” espalhados nos cantos, sendo que apenas um hambúrguer e um prato de batatas eram feitos com gorduras trans, os outros não. Depois disso , um rato muito faminto foi solto na sala sozinho e monitorado por câmeras (devo esclarecer que fazia parte desta pesquisa, e que o rato em questão foi pego com uma grande gaiola com um alimento dentro e uma armadilha na entrada. No instante que, o rato toca o alimento, a porta se fecha automaticamente, sem nenhum dano ao animal. Inclusive, a Universidade de Harvard, assim como, a grande maioria de universidades de renome americanas é contra qualquer tipo de testes em animais, especialmente os que os maltratam, secccionam ou constranjam os animais. A pesquisa que fizemos foi a partir da observação de que, os ratos não comiam os restos de alimentos de muitas cadeias de “fast food”, deixados nas lixeiras ou pelo chão. E após o teste em questão, devolvemos o rato intacto para as ruas, sem nenhum tipo de crueldade). Ele foi a cada prato, cheirou e comeu as batatas fritas e os hambúrgueres, exceto os que continham a gordura trans.

Esses ele cheirou por algum tempo, não tocou, e foi a procura de outros pratos. Conclusão, ele “identificou-os“ como veneno, e preferiu se manter afastado. É, ainda bem que ele tem faro. Bem, quanto a nós… Nós é que somos as cobaias dessas gorduras monstruosas criadas em laboratório.

E algumas indústrias alimentícias estão substituindo a gordura trans por “gordura vegetal interestificada“; elas passam pelo mesmo processo da gordura trans, porém esta é descartada, há um acréscimo de óleos vegetais, e ao passar por processo químico especifico (a interestificação), se transformam em “gordura sólida“. Má noticia, pode não  haver gordura trans; não obstante, o processo químico produz muita gordura saturada. Portanto, ao ver nos ingredientes “gordura vegetal interestificada“ ou somente “gordura vegetal“, vá com calma, e saiba que mais uma gordura nociva foi desenvolvida contra sua saúde.

Voltando aos pães, também é importante salientar que muitos apregoam que levam aveia , linhaça , girassol ,gergelim , etc. ( enfim, sementes muito saudáveis ) , porém a grande maioria se encontra somente na casca ( na parte externa da fatia , que a circunda ; sendo que muitas pessoas tem até o hábito de retirar essa parte) . O correto , para o melhor aproveitamento nutricional , eram que estes viessem adicionados na massa de pão ; e não somente alguns poucos “gritz ” ( grãos ) dessas sementes salpicados na sua casca .

E principalmente, em relação à linhaça e quinoa , muito em voga , devido as pesquisas que atestam seus benefícios à saúde , a sua quantidade nos pães quando não indicada pode ser irrelevante. E deveria ser obrigatório , que viesse ao lado de cada um desses ingredientes a sua porcentagem total para a avaliação do consumidor. Apenas encontrei um ou outro pão, que teve  a coragem de colocar na lista  de ingredientes , a quantidade total de linhaça ( 0,5 % ) . Por isso , que a grande parte dos fabricantes oculta a quantidade desses grãos . É claro que essa quantidade é irrelevante em termos de aproveitamento nutricional ; mesmo que se comesse o pão inteiro. Você pagará mais caro por quase nada a mais .

E também em relação  aos benefícios proporcionados pelas sementes de linhaça , especificamente falando , como as gorduras ômega 3, 6 e 9, importantes agentes antioxidantes e anticancerígenos ; só conseguem ser plenamente absorvidos pelo intestino quando levemente trituradas . Então , não adianta nada levar um pão ou o quer que seja , em que a linhaça venha como “semente” ; o ideal , é que ela tenha sido usada como “ farinha de linhaça “ .Nesse caso , as benesses da linhaça serão amplamente utilizadas pelo organismo. Não esqueça de observar esse detalhe muito importante ao ler os ingredientes do pão.

E para aqueles que gostam de pão de “centeio”, ou “tipo alemão”, ou chamam de, “hamburguês” ou “pão preto”; alguns cuidados necessários ao adquiri-los. Apesar de levar farinha de centeio , um cereal muito rico em vitaminas e sais minerais , esses pães também contém muita farinha branca industrializada ; e como não aparece a sua quantidade no rótulo , como saber se a quantidade de farinha de centeio é realmente significativa ? Siga o rotulo para se certificar de que leve outras farinhas de carboidratos complexos ( de trigo integral , de aveia , de milho , de quinoa , etc. ). E a cor bem escura não é garantia de que leve muita farinha de centeio ou outro integral , já que muitos desses pães levam “ mel “ na sua composição ; e alguns industrializados  são acrescentados de corantes . Olho vivo !

E atenção com os “ pães bem finos “ , os chamados de “RAP”, muito em moda atualmente , que provem do  “Wrap” ,  que traduzindo do inglês para o português significa literalmente “ embrulho “ . Se parecem muito com uma panqueca ou pão árabe , e por serem bem fininhos são vendidos como “ light “, “ low carb “ ( pouco carboidrato ) etc.. Seria maravilhoso se fosse assim como apregoam , uma ajuda e tanto para quem ama sanduíches, mas se preocupa com a balança ; não obstante, todas as marcas industrializadas que achei levavam gorduras trans . Ex: Rap 10  da Pullman – Bimbo , tanto o tradicional , quanto o “ light “ .

Esse cuidado também deve ser seguido ao adquirir o pão árabe. Procure o integral ( mais  saudável ) e veja se leva “ gordura vegetal “ . É a tal “ trans “ “disfarçada “  ou “ interestificada “ . Também não se engane com todos os pães de “fabricação própria” dos supermercados “ Sendas” ,“ Pão de Açúcar “,“ Prezunic “,“ Zona Sul “,”Mundial”, etc., das  padarias e confeitarias em geral , dos “ Hortifrutis “ , e outros estabelecimentos comerciais de grande porte , pois estes estão cheios de “ irregularidades “ : usam gordura vegetal hidrogenada ( trans ) , seus pães integrais nada mais são do que feitos com farinha de trigo refinada adicionada de farelo, são cheios de aditivos químicos , etc.. Enfim , vocês já sabem… E não se  deixem levar pela “ bela  imagem “ de  muitos mercados , em que os padeiros trabalham e assam os pães  atrás de um vidro transparente , à vista dos clientes . Parece uma imagem “bucólica “ , de um trabalho bem rústico, caseiro mesmo . Ledo engano . Aquele padeiro antigo que dissolvia o fermento , juntava a farinha , e a água aos poucos até dar o ponto do pãozinho francês  não existe mais ; pelo menos nesses grandes “ mercados “.

Primeiro , todos os pães já vem com a “ mistura pronta “ industrializada ; do tipo que podemos achar nos mercados atualmente. Ex. : mistura pronta para fazer “ pão integral “ ,”sonho“,” bolo “, para “ bolinho de chuva “, para “ pizza “etc. O padeiro só acrescenta água ou mais algum tipo de gordura , o recheio e/ou cobertura ( também já prontos ) coloca no maquinário para bater , depois molda na máquina ou na mão , e leva ao forno .

O problema são essas “ misturas prontas “ para tudo . Por serem industrializadas , e conseqüentemente, voltadas para o comércio em larga escala , são repletas de substâncias químicas . Elas devem durar mais , terem cor , cheiro , textura , aparência , e claro , o gosto bem acentuado que “ seduzam “ o cliente. Para isso tudo , só mesmo muito produto artificial…

Portanto , não se iluda com aquele inocente pãozinho francês saído quentinho do forno. Ele não é mais feito com farinha , água , fermento , sal e açúcar , como antigamente… Hoje , ele também leva gordura trans e/ ou manteiga , conservadores diversos , reforçador de pão , etc. ; e sabe-se mais o quê ? Não duvido nada que algumas indústrias ainda usem o “ bromato de potássio “  e/ou  “ carbonato de sódio “ , dentre outros ; proibidos pela ANVISA , desde 1997 , de serem usados em qualquer quantidade nas farinhas , no preparo das massas  e nos produtos de panificação em geral . Estes aumentam artificialmente o tamanho dos pães , em até  30 %  ; com a casca se tornando mais pesada e o pouco miolo do pão , quando cortado com faca se esfarela .

O KBr03, mais conhecido como “ bromato de potássio “, é uma substância oxidante , altamente cancerígena . E infelizmente , como ainda é permitida em países vizinhos , como a Argentina, muitos panificadores e empresários inescrupulosos trazem essa substância maléfica  para a composição dos pães que produzem aqui .

Outro cuidado importante , mas muito negligenciado , é em relação à quantidade de sal ( no rotulo vem escrito  Sódio , ou seja , cloreto de sódio) encontrada nos  pães . Apesar do sal  ser fundamental para o bom funcionamento do organismo , já que é importante para o equilíbrio dos fluidos corporais e na transmissão dos impulsos nervosos ; em excesso , é mesmo considerado por si só um dos fatores de risco para problemas cardíacos . Também em demasia colabora com a retenção de liquido no organismo , nos cálculos renais , nas doenças da tiróide , na pré-eclampsia em grávidas , e aumenta a pressão arterial em pessoas com tendência . E irrita a mucosa do aparelho digestivo de tal maneira que provoca lesões capazes de evoluir para um câncer . Conter o consumo de sal protege o coração mesmo dos que não são hipertensos , e evita danos respiratórios , como crises de asma ; alem de manter o estomago sadio , longe de gastrite e ulceras .

E muitos dos pães que analisei apresentavam quantidades elevadas de sal na sua composição . Se não bastasse , uma pesquisa feita há algum tempo com os sanduíches de uma empresa de “ fast food “ continham mais  de 80 % de sódio recomendado para ingestão segura .

E como usualmente acrescentamos ao pão, um creme vegetal, ou pasta de soja ou maionese ou requeijão vegetal, enfim, a maioria tende a ter sal; a atenção tem que ser redobrada para não extrapolarmos a quantidade de sal recomendada.

A recomendação é que adultos ingiram de 4 a 6 gramas de sal por dia ( uma colher de chá rasa de sal ). Idosos e crianças devem consumir menos . O idoso , aproximadamente 5 gr ; e crianças até os dois anos de idade, o sal não deve ser adicionado à dieta . O brasileiro , em geral , consome o dobro do ideal .

O sódio não é sinônimo de sal. Visto que 6 Gr de sal equivalem a 2,4 gr de sódio . Fique atento na hora de ler o rotulo dos alimentos : eles trazem a quantidade de sódio , e não de sal . A analise dos pães  em geral se refere à 50 gramas , que pode ter a equivalência  de uma até três fatias , que dependerá de seu tamanho ( nas marcas mais tradicionais do mercado equivalem a duas fatias ) ; e estas estão com os valores nutricionais expressos em mg ( miligramas ) . Para facilitar, a recomendação diária é de 2400 miligramas de sódio .Para se ter uma idéia  1 grama de sal contém 400 miligramas de sódio.

Segue abaixo a lista de todas as marcas de pães que analisei para facilitar sua escolha na  próxima compra :

1 PÃO DE FORMA TRADICIONAL: “Wickbold” , “Plus Vita””“Mill”
“Nutrella”, “Qualitá”, “Q-Pão”, “Energia”, “Tica”, “Panco”,
“Golden Vital”, “Tradição”.

Além de serem pobres em nutrientes ; TODOS , sem exceção , levam gorduras TRANS . Se mesmo assim , você prefere consumir este tipo de pão, por ser mais barato e/ou achar mais saboroso , OPTE pelos que tem a versão “ LIGHT “ . Pelo menos você estará livre da gordura trans ; mas ainda sem o acréscimo de substâncias saudáveis .

2 –  A marca de pão de forma “ WICKBOLD “ é a com maior número de IRREGULARIDADES . Ou melhor dizendo , “ falcatruas “ mesmo . Exceto os “ light “ , todos levam “GORDURAS TRANS”  nas suas composições . E nenhum de seus pães que se dizem integrais , o são de verdade . São simplesmente pães adicionados de fibras . E até seus pães da linha  “multigrãos  “, o “ Grão Sabor “ ( granola e iogurte, girassol e castanha, etc. ) , que a priori deveria ser o mais “ completo “, nutricionalmente falando (apesar de levar iogurte, que é um produto de exploração animal), não leva farinha de  trigo integral , e sim , a farinha de trigo refinada ( mais nociva à saúde ) ; além de gordura trans . E seu pão “ linhaça integral “ , não é integral , e  também , não leva “ farinha de linhaça “ , somente a semente , o que prejudica sua absorção adequada pelo organismo . Sua “ bisnaguinha “ leva gordura  trans , coitada das crianças . Sua torrada também.

A “ Wickbold “ lançou há algumas semanas  a “ broa de milho “ , e para variar também contém trans . Não tem jeito mesmo…

Seus pães também são cheios de sal , nenhum tem menos de  250 mg de sódio na porção de duas fatias , inclusive sua linha  “ light “ e “ Grão Sabor “ . Alguns exemplos : light tradicional – 265 mg ; light integral – 268 mg ; tradicional – 293 mg  ; pão preto – 293 mg .

A sua linha de “ pão alemão “  (  “Brot “ ) importada  da Alemanha ; não leva aditivos químicos , só fermento biológico . São três pães : – “ Volkorn-brot “ 100 % integral . Leva centeio (64 %) e sal .Uma fatia  ( 50 gr ) tem 195 mg de sódio .  “ Fitness-brot “ – 100 % natural .Tem centeio integral( 30 % ), aveia (19 % ) , farinha de centeio  ( 9 % ) , germe de trigo (1 %) e sal . E como tem sal : 245 mg por 50 gr ( meia fatia ).  “ Korn-brot “ – 3 grãos, contém centeio ( 46 % ) , aveia (3 %), farinha de centeio  ( 7 % ) , cevada ( 3 % ) , semente de linhaça  ( 3 % ) , gergelim ( 0,4 % ) e sal . Também teor de sódio elevado : 250 mg em 50 Gr ( meia fatia ) . Apesar do teor de sal alto nos dois últimos pães , e de faltar  algumas informações  precisas quanto aos  “ cereais “ , são bons produtos ( é claro  , não são produzidos no Brasil   pela “ wickbold “ ) . O problema é o preço: R$ 10,00 em media cada pão .

Por  mim , ou  a “ Wickbold “ modifica toda a sua linha , ou deveria ser fechada , banida do mercado . Como uma  marca tão tradicional e renomada no segmento de pães de forma  pode agir de forma tão irresponsável  e enganosa ???

3 –  Se existe a preocupação com a quantidade de SAL que se ingere , evite os pães com mais de “ 200 mg “de sódio por porção ( 50 g ou 2 fatias) . Pois não se esqueça que ainda se acrescentará o recheio , que também levará sal , e que você consumirá mais  sal ao longo do dia em outras refeições . E a tendência a extrapolar os valores ideais e seguros para a saúde é muito grande . Infelizmente , todos os pães de forma tradicional  no mercado tem a quantidade de sódio acima de 200 mg por porção (em 2 fatias ).

O “ Van Mill “ foi o de maior valor de sódio , absurdos 409 mg na  porção. É muito sal … Imagine ainda com uma pasta de soja ou requeijão vegetal com muito sal. A quantidade de sódio passará de 900 mg , fácil , fácil . E se as outras refeições forem ricas em sal , a quantidade diária de sal ultrapassará facilmente os 6 gr de sal  ou 2400 mg de sódio . Se você  tem tendência  à pressão alta ou se preocupa com sua saúde, preste atenção nos valores do sódio dos pães .

Alguns valores de sódios em diferentes marcas de  pães:

“Wickbold” –  Sem comentários !
“Qualitá” tradicional : outro bem alto , 347 mg na porção .
“Firenze”:  em geral , usa uma taxa um pouco acima do ideal de sal em seus pães . Por exemplo  seu  pão “ integral  light “ tem 228 mg na porção.
– “Milani”:  “light integral” – 240 mg ; “ soja light “ – 260 mg ; todos com valores  acima do desejado .  Porém , surpreendentemente seu pão de forma tradicional tem 182 mg de sódio nas duas fatias . Um valor correto , apesar de ser um pão pobre em nutrientes .
“Nutrella”: linha “Nutella Vitta natural 100 % “, o de “Grãos e castanhas” tem 136 mg ; o de “ ameixa e iogurte “ tem 143 mg ; o de “ 14 grãos “ tem 169 mg . Todos tem valores de sódio dentro dos limites , porém não são pães “100 % “ integrais , como apregoam nas embalagens.
“Bread life” Pães especiais  : “ light centeio “ – 203 mg  ;  “light integral “ – 255 mg .
“Always”: “Tradicional redondo  light e convencional ” – 18 mg de sódio na porcão ; apesar do valor baixíssimo , deve-se observar que este pão é bem menor que os outros .
“Pão do Bento”: “ 70 % integral “ – 240 mg . Apesar de excelente pão ,  tem muito sal .
“Plus Vita” : “ 12 grãos  light “ 100% integral – 224 mg . Outro bom pão  , mas com sódio elevado. “ Trigo “ 100 % integral, linha light – todos tem 163 mg . Bom pão , com valor de sódio baixo . Boa opção para quem quer fugir do sal em excesso , porém ainda não é o pão ideal .
“Pão com Arte” : “100 % integral “ – 40 mg  . E “ 7 grãos “ – 44 mg . Deve-se levar em conta que seu tamanho de pão de forma é menor que o convencional . Mesmo assim , seus valores de sódio são bem ínfimos , e seus pães excelentes ! Consumam sem restrição !
– Já o pãozinho francês de 50 gr tem em média 157 mg de sódio.

3 –  “ Bisnaguinhas “ : Muitas crianças costumam comê-las , principalmente como lanche . Além de serem pobres nutricionalmente , já que só levam farinha de trigo refinada , são cheias de açúcar e gordura trans . Ex :”Golden vital “ , “ Panco “ , “ Plus Vita “ , “Jack” . A bisnaguinha “ Nutrellinhas “ da marca “ Nutrella “ é a única que usa óleo de girassol ( gordura poliinsaturada – saudável , ajuda a baixar o colesterol ) , apesar de também levar açucar e farinha refinada .

Os pães de “ hambúrguer “ e de  “ hot-dog” também devem ser bem lidos antes de se escolher qual comprar . As marcas “   Plus vita “ , “ Nosso Pão” , “ Panco “ etc. também estão cheias de gorduras pouco saudáveis , de açúcar e de farinha refinada.

Enfim ,  ao consumir “ Bisnaguinhas “ , “ pão de hambúrguer “ e de “ cachorro quente – hot dog “, o façam em ocasiões especiais , principalmente pensando no equilíbrio nutricional da dieta das crianças .

4 – Análise breve das principais marcas de pão encontradas nos mercados :

– “Nutrella”:  – “iogurte , cenoura e mel”, light linha especial ( farinha de linhaça – 1 % ; cenoura in natura 7 % ;  farinha integral 7 % ) . Dá para ver que as quantidades de cereais são  irrisórias . O mesmo acontece com o de “ iogurte , maça e banana “ ( fibra de maça 0,1 % ) Além de usar iogurte e mel, que são produtos de exploração animal.  Outros pães da “linha especial”, como o “pão ômega” e o “7 grãos”  , levam açúcar e farinha refinada .  Além de  óleo de canola  , que muitos não sabem , mas é um produto transgênico ,  ou seja , não existe na natureza , é uma criação de laboratório . E ao contrário do que se apregoa, tem gordura saturada e vegetal hidrogenada ( a maléfica “ Trans “ ).

Sua linha de “pão preto” ( schwazbrot ) traz a porcentagem de seus grãos integrais , que deveria ser regra em todos os pães . Não obstante , como vocês mesmo verificarão  a seguir , apesar da  variedade de cereais  , a quantidade destes  é mínima . Ele tem 1 % de farinha  de linhaça , 6 % de farinha integral , 6 % de centeio , além de açúcar . Então , chega-se à conclusão de que a maior  parte de carboidrato corresponde à farinha convencional . Seu pão de batata também é pobre em nutrientes e leva gordura trans . E seu “pão de canela e passas “ tem açúcar refinado e gordura trans .

E acaba de sair no mercado uma linha nova da marca , “Nutrella Vitta Natural 100% integral” com três tipos de pães : “grãos e castanhas” , “14 grãos” e “ameixa com iogurte” .Infelizmente , continuou a enganação .A promessa de ser “100 %  integral “ não é verdadeira,já que apesar de levar grãos e cereais integrais , também leva farinha refinada , e não há sequer a porcentagem destes na confecção de seus pães. Como saber se a quantidade de ingredientes saudáveis é significativa ou não ? E também , leva em média uma quantidade razoável de gordura total para duas fatias de pão de forma : 2,0 gr . Mesmo que esta provenha de uma fonte saudável , deve se acrescentar o “recheio” , que na maioria das vezes , também levará algum tipo de gordura , e para os que estão de dieta ou os que querem manter o peso, significará outro entrave . Deixe mofar na  prateleira  do mercado.

Dessa marca , só se salva o  pão Soja light” Nutrella ( que leva flocos , fibra e extrato de soja , germe de trigo e  farinha de linhaça  ). Sua fatia tem somente 35 kcal ; e baixo teor  de sódio , 94 mg  cada fatia . Recomendo para  quem quer aproveitar os benefícios da soja , por ser rica em proteína , cálcio e nas isoflavonas , que atenuam os sintomas da menopausa e da TPM nas mulheres ; e por ser abundante  em  “ folato “ , uma vitamina capaz de diminuir o risco de problemas cardiovasculares .

“Firenzi”: Seus pães da linha light “ 7 ,12 grãos “ ,“ iogurte”, “ aveia “, “integral “ e “ soja “ , são mesmo light , não usam açúcar ou gordura. Não obstante , levam muita farinha refinada , e quando usam a semente de linhaça  , esta não é triturada .  Não vale o investimento .
“Golden Vital”: “integral “ . Também leva gordura trans , e não tem nada de integral , é mais um pão de farinha refinada adicionada de farelo do trigo . Mantenha distância .
“Barão de Petrópolis”: Toda sua linha “ light ” , realmente não contem açúcar refinado e gorduras . Entretanto , toda a linha dita integral ( “Granola” , “Light 5 grãos “ ,  “ Integral light “ ) , não corresponde à verdade , como o caso acima . É adicionada somente 8 % de fibras à farinha refinada .Zero de farinha integral . Passe direto dessa marca .
“Gran finale”: pão “ light integral “ .O mesmo caso anterior. Nem pensar.
“Bread Life”: “ Light centeio “  e “ Light Integral “ . São light , porém levam muita farinha de trigo refinada . Esqueça .
“Milani”:  “ Multi light cereais “ . Este mostra a quantidade de grãos , donde se conclui , que o grande percentual é de farinha de trigo refinada . Vejam : farinha integral – 2 % ;  semente de girassol e gergelim – 0,5 % cada ; soja , aveia – 2% cada , etc.. E o de “ soja light “ , apesar de ser light , também leva muita farinha refinada .  Não perca seu tempo
– E todos os de fabricação própria dos supermercados ditos integrais , 5 ou 7 ou 12 grãos , light ou não ; Não compre. Até podem ser light ( isso realmente está sendo respeitado ) , mas o que dizer da quantidade ínfima de cereais , e de se usar em excesso a farinha refinada , e ainda , de uma infinidade   de aditivos químicos como “ conservadores “ diversos   ou “propionato  de cálcio”,  “emulsificante polisorbato 80 “ ou “ goma guar “ , “ monoglicerídeos“ , e outros mais . Está lá no fim da lista de ingredientes . É só ler .Também , são repletos de sal ; parece padrão do mercado . Mesmo sendo mais baratos que outras marcas , desconfie e evite .
“Plus vita” :Apesar de ser industrializado, e consequentente ser repleto de aditivos químicos , tem uma linha  “ 100 % integral  light “ muito boa . Realmente é light e totalmente feito de cereais integrais . O que atrapalha é a falta do percentual de cada um de  seus grãos no rótulo , para uma análise mais precisa . Dentre os pães de forma industrializados essa marca é a mais correta. Indico os “light 100 % integral “:  – “ 12 grãos “ e o  “linhaça e quinoa”. Esses dois são em média mais caros que a grande maioria, valor aproximado de mercado de Cr$ 3,50 a  5,00. E para engrandecer mais a marca, suas embalagens plásticas são 100% biodegradáveis, não poluindo nossos rios, mares, etc.. Outro ponto para a “Plus Vita”! Vale o investimento !

5- Pães artesanais: São difíceis de achar nos supermercados, porém fáceis de comprar nos entrepostos e lojas de produtos naturais,  como “Mundo Verde”, etc.. São mais caros, já que muitos não tem como competir por preços mais baixos de seus insumos, e também como usam produtos diferenciados (alguns usam produtos orgânicos, e quiçá um dia , a grande maioria  se volte para este cultivo e produzam pães 100 % ecologicamente corretos); mas, por enquanto, o seu custo ainda é maior . Também são isentos de aditivos químicos, o que diminui sua validade. E por ser uma produção pequena, muitas vezes caseira, nem sempre se achará facilmente na loja que se costuma comprar. O ideal é fazer encomenda e /ou reserva com antecedência na loja . No mais, são mais digestivos e dão uma sensação de saciedade fantástica. Apesar dos pães artesanais integrais serem mais “duros” que os industrializados, já que não levam “emulsificantes”, que os deixam artificialmente mais macios,  são mais saborosos e fáceis de identificar o sabor característico de seu grão. É só uma questão de hábito para se perceber o quanto é gostoso e saudável os pães artesanais. Indico todos abaixo, que apesar de mais caros, que a maioria, em média R$ 6,00; são verdadeiros guardiões e protetores da saúde. Um excelente investimento a longo prazo. Quem sabe você não estará economizando no remédio de amanhã?
“Pão com arte” 100 % natural  e integral: sem adição de açúcar e gordura. Consuma à vontade .
“Pão com arte 100 % natural” “7 grãos light” – Com farinha integral, linhaça, semente de girassol, centeio, aveia, fibra de  trigo e soja. Sem adição de açúcar e gordura. O único porém desse pão é o fato da linhaça não ser triturada, e não vir a quantidade de cada cereal. Mesmo assim , vale levar para casa .
-“Pão do bento” integral 100 % – Sem adição de açúcar e gordura. Consuma sempre .
“Pão do Bento” Integral 70 % – Sem adição de açúcar e gordura . É indicado para aquelas pessoas ou idosos que ainda não tem o habito de comer os cereais  integrais , ou para aqueles que tem dificuldade em mastigar grãos mais duros . Os outros 30 % de farinha refinada tornam o pão mais macio , e não comprometem , pela sua quantidade , os benefícios do trigo integral . Quem sabe depois não se passe para o 100 % integral ?
“Pão da Beth” Integral puro – Sem adição de açúcar e gordura. Sem restrições .
“Pão da Beth” Integral Centeio light – Sem adição de açúcar e gordura . Vale a pena investir.
-“Pão dos 5 cereais da panificação Hamburgo”– Contém farinha integral, cevada em grãos, aveia em flocos, centeio, semente de linhaça, água, sal e conservante ácido sódico. Bom pão!

Procure alternar os pães, durante uma semana coma  o integral puro , na outra um rico em grãos , depois só de centeio , depois de soja , etc.. Desse modo não há o perigo de se enjoar ao comê-los todos os dias, e se  estará acrescentando nutrientes sempre variados e saudáveis ao organismo .

Agora só cuidado com o que você passará no pão … Senão não há cereal ,  semente ou grão integral que dê jeito!!!!!

Autor: Jaqueline Louize

Consultora de nutrição e gastronomia, Educadora física com formação em balé, ioga e treinamento desportivo.

Fonte: http://ecocheervegan.com/nutricao-vegetariana/67-a-farsa-dos-paes-de-forma-integrais-

ATENÇÃO CONSUMIDOR, PARE DE SE ILUDIR !

Atualmente, existem várias empresas lançando muito produto ruim no mercado, mascarado por aminogramas de baixa qualidade, por isso, aprenda a identificar este tipo de produto.

O que mais se tem são blends proteicos mascarados com colágeno, proteína de carne e proteínas vegetais, e as empresas os lançam, pois têm um baixo custo para a indústria e lojistas, mas com uma alta rentabilidade e altíssimo percentual de lucro.

Como escolher um suplemento de proteína (whey)

Devido aos seus conhecidos benefícios no aumento e manutenção da massa muscular, os suplementos de proteína de soro de leite (whey) encontram-se entre os mais vendidos em todo o mundo. É raro alguém treinar no ginásio e não tomar algum suplemento de proteína.

Uma das leis elementares do mercado é que a procura por um produto influencia o seu preço final. Se determinado produto tiver muita procura, o seu preço aumentará. Nos últimos anos, a procura por suplementos de whey protein disparou, tornando a matéria-prima necessária para o seu fabrico mais cara.

Por essa razão, várias marcas de suplementos têm adotado estratégias e truques ardilosos para tornarem o seu produto mais barato e, por conseguinte, aumentarem as margens de lucro.

Neste artigo vou expor algumas destas práticas para vos ajudar a saberem distinguir um bom de um mau suplemento de whey protein e para saberem que marcas pensam mais em lucro do que nos seus clientes.

1) Atenção à quantidade de proteína no produto
Se paga por whey protein, deve exigir whey protein. Se não tem o hábito de olhar com atenção a informação nutricional do produto, deve passar a fazer isso.

Como deves saber, um suplemento de proteína não traz apenas proteína. Também traz carboidrato e gordura, entre outros ingredientes. Se está pagando or um suplemento de whey protein, deve exigir que o suplemento de whey protein tenha, no mínimo, 70% de proteína por 100g de produto (case se trate de um whey protein concentrado).

Existem alguns suplementos que são autênticos rip-offs, fazendo-se passar por algo que não são. O mercado está repleto de proteínas que apresentam concentrações proteicas inferiores a 60%. Ou seja, em 100g de produto, apenas 60g são proteínas, e o resto são carboidratos , gorduras e outros fillers.

Há produtos que mais parecem gainers do que proteínas de soro de leite. Eis alguns exemplos:

wheys baixa concentração proteica

Geralmente estas proteínas de menor concentração proteica são mais baratas mas, mesmo assim, não recomendo a sua compra.

2) Atenção ao perfil de aminoácidos
Não basta olhar para a quantidade de proteína que o produto oferece. Precisamos ir mais fundo na nossa análise. Neste caso, precisamos olhar o aminograma do produto. O aminograma é a tabela que indica todos os aminoácidos presentes no suplemento de proteína, bem como as suas quantidades.

O interessante num whey protein é a quantidade de aminoácidos essenciais – especialmente BCAAs – que ele oferece. O nosso corpo consegue produzir os aminoácidos não-essenciais. Como tal, quando estamos escolhendo um suplemento de proteína, devemos atentar para a quantidade de aminoácidos essenciais que esse suplemento oferece.

Os BCAAs – leucina, isoleucina e valina – merecem uma atenção especial pois são os aminoácidos que se encontram em maior quantidade no tecido muscular e um deles – a leucina – é o principal responsável por ativar a síntese proteica, o processo que nos vai permitir ganhar massa muscular.

Pelo conhecimento que tenho do mercado de suplementos, aconselho a escolherem uma whey protein que tenha pelo menos 30% de aminoácidos essenciais, 15% dos quais BCAAs. Eis o exemplo de um bom suplemento de whey protein:

 

whey com boa quantidade de BCAAs
3) Atenção ao Amino Spiking
Este termo deve ser novo para a maior parte dos leitores, mas é um conceito muito conhecido dentro da indústria da suplementação. O “Amino Spiking” acontece sempre que uma marca acrescenta determinados aminoácidos à sua fórmula de proteína para aumentar a quantidade total de proteína de forma barata.

Não são poucas as marcas que adotam esta prática. Os casos mais escandalosos são aqueles em que o produto tem o nome de “100% Whey Protein” quando, na realidade, não passa de um whey protein de 60 ou 70% que foi acrescentado aminoácidos livres.

Os aminoácidos mais comuns utilizados para subir o teor de proteína num suplemento de whey, por serem baratos, são a glicina, a taurina, o ácido glutâmico e a creatina. Os dois primeiros são os mais utilizados.

A glicina é um aminoácido não-essencial barato. A taurina, apesar de ter funções biológicas importantes, não contribui para a síntese proteica. Uma vez que 99% das pessoas compra whey protein pensando em ganhar ou manter massa muscular, não é um aminoácido interessante para se ter num whey. O ácido glutâmico, ao contrário do que a generalidade das pessoas pensa, não é glutamina.

Sempre que a lista de ingredientes do produto enumerar aminoácidos livres, isso significa que a marca os adicionou à fórmula. Ou seja, não é um suplemento de whey protein “puro”. Eis alguns exemplos:

wheys com amino spiking

Dois dos produtos supramencionados contêm BCAAs na sua lista de ingredientes. Alguns de vocês poderão perguntar se isso não faz do produto um bom produto. Isto não passa de um engodo. Praticamente todas as vezes em que a marca acrescenta BCAAs livres ao produto é porque o mesmo possui uma quantidade natural de BCAAs baixa.

Ou seja, eles são acrescentados não para tornarem o suplemento ainda mais espetacular, mas para disfarçarem um produto de baixa qualidade. Temos o exemplo do HEXAPRO da Allmax Nutrition, que apesar de ter BCAAs adicionados, mesmo assim continua tendo quantidades menores do que outros suplementos de whey protein aos quais não foram acrescentados BCAAs:

whey com BCAA

Desconfiem sempre de certos termos que são simplesmente tentativas de atirar areia para os olhos dos consumidores. Alguns exemplos: “amino blend“, “reinforced protein complex“, “amino complex“.

whey com termos amino spiking

 

Conclusão

Ninguém dá nada a ninguém, muito menos na indústria da suplementação. Existem marcas que adotam más práticas e procuram ludibriar o consumidor menos atento. Estejam atentos.

O preço é sempre um bom indicador para determinar se um suplemento de proteína pode estar a esconder algum “truque”. Se ver um suplemento de whey protein muito mais barato do que você estão habituados, então desconfiem logo no início e procurem indícios de amino spiking na lista de ingredientes.

Não obstante, continuam a haver marcas de qualidade que não recorrem a truques de semântica para enganar o consumidor.

Neste vídeo discuto todos os pontos apresentados neste artigo:

Fonte: http://tafitness.net/como-escolher-suplemento-proteina-whey/