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Além de afastar uma das causas da obesidade, reduzir a quantidade de doce pode dar mais disposição, afastar doenças e melhorar o paladar

açúcar

Segundo a OMS, consumo de açúcar deve ser de até 5% das calorias de uma dieta de 2.000 kcal, por dia

São Paulo – Já pensou em como seria sua vida sem açúcar? Apesar de, para muita gente, esse cenário ser um tanto assustador, o quadro pode não ser tão terrível quanto se pode imaginar. O livro “Year of No Sugar”, lançado recentemte pela americana Eve Schaub, conta a experiência vivida por ela, o marido e suas duas filhas, em que passaram um ano inteiro sem consumir açúcar, mel e alimentos com o doce adicionado artificialmente.

Isso significou uma mudança radical nos hábitos da família, já que a maior parte dos itens dos supermercados continham alguma quantidade de açúcar em sua fórmula. Até mesmo comidas salgadas vinham com o ingrediente, como bacon, biscoitos, papinha para bebês e molhos para salada. A saída adotada foi preencher o cardápio com mais vegetais frescos (esse açúcar era permitido) e verificar, rótulo por rótulo, tudo que ia para o carrinho.

O esforço, no entanto, foi recompensador. Ao se livrarem do “vício”, aos poucos, todos passaram a se sentir melhor, com mais disposição e menos problemas de saúde. De acordo com reportagem publicada no site da revista Time, numa ocasião em que se permitiram comer uma sobremesa, para comemorar o aniversário do marido, Eve não conseguiu terminar de comer e ainda ficou com dor de cabeça por conta da doçura exagerada.

Essa mudança no paladar é real. De acordo com a nutricionista Claudia Coelho, esse sentido fica acostumado ao hábito alimentar e, ao consumirem muito açúcar, as pessoas têm cada vez mais necessidade de comer doces. Ao interromper o consumo e, mais tarde, voltar ao costume, o corpo sofre em vários sentidos. “Depois que se torna um hábito comer os alimentos com menos açúcar, é muito difícil voltar a consumir os muito doces. Outro fator é o funcionamento intestinal, que pode ficar mais descompensado quando você volta a consumir açúcar em excesso”, afirma.

Mas, se voltar a comer açúcar causa tantos incômodos, porque valeria a pena parar, em primeiro lugar? Segundo Claudia, como esse ingrediente é um carboidrato simples, ele é rapidamente incorporado pelo organismo. Há pesquisas que relacionam o excesso de açúcar à hiperatividade, ao déficit de atenção e à sobrecarga do pâncreas (produtor de insulina, hormônio que disponibiliza açúcar para as células). “Se consumido sem controle, pode causar ou agravar patologias preexistentes, além da obesidade. Mas o pior de tudo é o fato de não conter nenhum outro nutriente”, diz.

Recentemente, a Organização Mundial da Saúde (OMS) reduziu o valor recomendado de açúcar de 10% para 5% de uma dieta de 2.000 calorias diárias. Isso equivale a cerca de 20 gramas, ou cinco colheres de chá. Uma lata de refrigerante, por exemplo, já é o dobro do indicado, pois pode ter até 40 gramas de açúcar.

Antes de pensar que substituir todo o açúcar de mesa (cristal ou refinado) pelos adoçantes artificiais (edulcorantes), Claudia afirma que eles são mais recomendados para diabéticos e, ainda, com restrições. “Os edulcorantes artificiais não são absorvidos e metabolizados pelo nosso corpo e, mesmo não representando incremento nas calorias da dieta, prefiro usar moderação, tentar educar o paladar para sabores menos intensos”, diz.

Moderação foi a palavra de ordem para a família de Eve Schaub, que, depois de um ano radical sem açúcar, voltou a consumir os alimentos adoçados com mais controle. Para quem está disposto a encarar a empreitada, um bom começo é cortar a adição de açúcar de mesa, substituindo-o por frutas secas e mel, já que é mais difícil eliminar os itens industrializados da rotina. Nos momentos de dificuldade, alguns alimentos ricos em aminoácidos como o triptofano (banana e o grão de bico, por exemplo) são bons aliados, pois reduzem a compulsão por doces.

Fonte: http://exame.abril.com.br/estilo-de-vida/noticias/por-que-vale-a-pena-cortar-o-acucar-a-partir-de-agora

Se você esta buscando a definição muscular, veja quais são os maiores mitos de quem busca este objetivo!

Buscar a definição muscular é imprescindível para quem deseja apresentar um corpo com uma aparência que exiba músculos aparentemente densos, rígidos, bem desenhados e com cortes marcantes. Desta forma, por mais músculo que um indivíduo tenha, se o seu percentual de gordura estiver acima do que consideramos esteticamente ideal, muito pouco adiantará para tal. E, não é a toa que vemos indivíduos pesados e com membros relativamente grandes, porém, que acabam por parecer menores do que indivíduos que, de fato são menores que eles, mas, estão com uma definição muscular muito superior.

Porém, cada vez que abrimos uma página de internet a respeito do assunto, ou até mesmo, cada vez que abrimos um livro de nutrição, diversas são as fontes referenciais de informações (isso é, quando elas de fato existem) e diversas são as inverdades que são criadas em uma de um pensamento cético referente a definição muscular. Por isso, é importante que não tomemos nada por verdade antes de consultar mais de uma fonte e, mais do que isso, que não tomemos as coisas como verdades ou inverdades totais, uma vez que cada organismo responde frente a diversos estímulos com reações diferentes, caracterizando então a individualidade fisiobiológica.

Hoje, conversaremos um pouco a respeito de algumas das grandes inverdades que ocorrem quando o assunto é a definição muscular.

# Inverdade 1: É necessário cortar o sódio ao máximo possível
De fato o sódio é uma molécula hiperosmótica, ou seja, que tem a capacidade de atrair água para si. Isso já faz com que muitos imaginem de cara que esse possível “vilão” prejudicará a definição visto a água subcutânea que será acumulada, prejudicando a amostra de cortes que aparentarão a definição. Porém, este não é o único íon presente no corpo humano capaz de fazer isso. Muitos outros íons e também moléculas tem capacidade menor, igual ou superior ao sódio para tal. É o caso do potássio, com menor capacidade e da glicose, com capacidade maior. Então, é injustificável, em primeiro lugar, apenas ter atenção especial ao sódio.

O sódio ainda é um íon de extrema importância ao corpo e, aliás, íon esse que é vital. Através do sódio conseguimos despolarizar as membranas celulares, através do sódio obtemos transportes em diversas membranas de diferentes estruturas do corpo e, claro, com diferentes substâncias (tal qual a participação do sódio na absorção da glicose), conseguimos um auxílio no controle da concentração sanguínea, entre outros.

Por outro lado, se consumimos sódio em excesso, acarretaremos prejuízos não só estéticos, mas também para a nossa saúde. Falando em primeiro lugar da saúde, que é o fator mais importante, níveis altos de sódio podem estar associados com a elevação da pressão arterial, com a hiperconcentração sanguínea, com sobrecargas renais etc. Já os estéticos, o que provavelmente prejudicará é mesmo a retenção hídrica que ele causará.

O ideal é não se importar com o sódio presente nos alimentos, mas, ao mesmo tempo não salgar a comida ou abusar de molhos e/ou alimentos industrializados. Isso fará com que possíveis efeitos rebote sejam evitados (efeito rebote caracteriza-se geralmente por alta retenção hídrica ocorrida após a ingestão de sódio em detrimento a períodos anteriores o qual o íon foi suprimido de maneira muito extensa e/ou rigorosa).

# Inverdade 2: É necessário ter menos de 10% de gordura corpórea para parecer definido
Uma das coisas mais erradas que uma pessoa que busca resultados estéticos pode fazer é dar preferência a se importar com os números, sejam eles de percentuais, medidas ou até mesmo na balança ao invés do espelho. Basear-se em 10% de gordura corpórea para considerar se um indivíduo é ou não definido, não é o caminho. Imagine um rapaz de 55kg e 1,80m com 6% de gordura corpórea e agora imagine um rapaz da mesma altura com 85kg e 11% de gordura corpórea. A grosso modo, a relação entre peso/gordura corporal  estará em torno de 9,1 para o primeiro e 7,7 para o segundo, demonstrando um menor valor, no caso do segundo, ou seja, apesar dele estar realmente com o percentual de gordura mais alto, ele provavelmente aparentará uma qualidade muscular muito melhor (visto que o primeiro não tem lá grande volume muscular também).

Além disso, a individualidade física pode contar muito nesse aspecto. Enquanto, por questões genéticas, alguns atletas conseguem parecer extremamente secos comparado com outros que tem percentual de gordura até menor do que o deles, outros certamente não conseguirão tal grau de definição, por mais baixo que esteja o BF.

O fisiculturismo não é baseado em números ou em regras, mas, em um corpo aparentemente simétrico e que combine com o indivíduo. Assim, não podemos criar uma regra, mas sim, dar preferência ao espelho e usar os números apenas como meras referências.

# Inverdade 3: Eu posso compensar a dieta com o exercício físico
Mais uma vez, diria eu que estamos nos importando com a matemática ao invés da funcionalidade em si.

Imagine que você, para emagrecer deva consumir 2000Kcal, um valor 200Kcal abaixo de seus gastos diários. Aliando a 300Kcal no exercício físico que são gastas, temos um total de 1500Kcal consumidas no dia, não é mesmo? Ok, um ótimo valor. Agora, imagine que você esteja consumindo 2600Kcal. Qual o resultado caso não haja a prática de atividades físicas? Ganho de peso! E se houver a atividade física? 2300Kcal, ou seja, ainda acima do que necessitamos. Então, muitos pensarão: “Ora, é só eu triplicar a atividade física e totalizarei 1700Kcal, 300kcal abaixo dos meus gastos diários.”. Matematicamente isso não está incorreto, mas, na prática, os efeitos não são tão simples quanto podem parecer ser.

excesso de atividades físicas até pode gastar mais calorias, mas, aumentará as chances de overreaching e consequentemente overtraining, aumentará a presença de hormônios catabólicos no corpo, o que desfavorecerá o aumento metabólico pela massa muscular e ainda poderá acarretar algum tipo de lesão (principalmente tendinosa e articular). Como se não fosse suficiente, muitas vezes, alguns indivíduos sofrem do que chamamos de rebote, ou seja, o corpo passa a gastar menos calorias naturalmente para poupar energia para o excesso de atividades físicas. Portanto, a lei da compensação não deve funcionar para quem deseja um emagrecimento coerente. Mais importante é realmente fazer sessões de treinamento intensas e pesadas, mas não exceder em tempo jamais.

O excesso de tempo pode estar muito mais aliado com fatores prejudiciais do que benéficos.

# Inverdade 4: É preciso zerar carboidratos para emagrecer
Se já é uma pura balela dizer que não se deve comer carboidratos após as 16h ou após as 18h ou quaisquer outros horários, imagine então o que dizer de dietas que são ausentes de carboidratos? Bem, falo não de dietas restritas/moderadas em carboidratos, mas sim, em dietas que NÃO CONTÉM carboidratos.

Obviamente, por serem facilmente utilizados como energia pelo corpo humano pelo equipamento que temos, eles também são facilmente convertidos em triacilglicerol para então serem estocados em forma de gordura nos adipócitos. Além disso, os carboidratos são o principal estímulo para a liberação de insulina (apesar de alguns aminoácidos também estimularem a insulina) e este, é um hormônio altamente anabólico. Mas, anabólico não tão somente ao músculo, mas as diversas outras células que possuem receptores para tal. Assim, uma destas é o panículo adiposo. Então, imagine o que ocorrerá se consumirmos excessos energéticos… Isso mesmo! Serão transformados em gordura. Mas espere! Eu disse excessos energéticos e, isso envolve TODOS OS MACRONUTRIENTES e não apenas os carboidratos.

Especificamente dietas altas em carboidratos e, ainda mais se esses carboidratos advirem de fontes simples tais quais açúcares de mesa, doces ou alimentos industrializados, podem estar associadas com quadros de desenvolvimento de resistência a insulina, pré-diabetes e até mesmo diabetes Tipo II. Além disso, a sobrecarga pancreática pode não ser nem um pouco conveniente.

Entretanto, eles não são vilões se usados corretamente. Carboidratos exercem papéis importantes no nosso organismo e no metabolismo, por isso não devem ser ausentes da dieta. Entre suas funções, está o estímulo a serotonina, a ajuda na saciedade, a reposição de glicogênio muscular, fazendo com que o desempenho no treinamento não caia entre outros. Procure optar então pelo consumo de carboidratos complexos e com médio/baixo índice glicêmico tais como raízes (batata doce, inhame, cará), massas integrais, trigo, aveia, cevada, arroz parboilizado, milho (com mais moderação), etc.

Portanto, saiba moderar o consumo e, acima de tudo, ajustar o consumo de acordo com as suas necessidades individuais. Certamente esse é o passo fundamental.

# Inverdade 5: Inibidores enzimáticos ajudam no emagrecimento saudável
Fato que inibir enzimas que digerem macronutrientes fará com que a digestão se torne parcial e assim, com que seja absorvido um menor valor energético total. Porém, o uso desse tipo de substâncias pode causar malefícios como a inibição de outros nutrientes (micronutrientes), transtornos gastrointestinais, desnutrição ou nutrição inadequada entre outros. Portanto, melhor é equilibrar as quantidades e porções de alimentos para obter um emagrecimento coerente e sempre sadio. Não caia nessas besteiras de querer se entupir de comida a base de inibidores enzimáticos. Esforço e disciplina sempre são a melhor alternativa.

Conclusão:

Inúmeros são os mitos que envolvem a definição muscular, mas, cabe-nos optar pela ciência aplicada à prática, respeitando sempre a individualidade fisiobiológica.

Artigo escrito por Marcelo Sendon (@marcelosendon)

Fonte: http://dicasdemusculacao.com/conheca-5-mitos-sobre-a-definicao-muscular/