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suplementos de proteína e amino spiking

 

Alerta: Suplementos de proteína com Amino Spiking

Nos dias de hoje, todo mundo que pratica musculação consome suplementos de proteína. Para muitos, tomar whey protein ou qualquer outro suplemento proteico é quase tão importante quanto o próprio treino. Tudo bem, nada de errado com isso. Para desenvolver a massa muscular é mesmo necessário garantir um aporte suficiente de proteína todos os dias e o whey protein é uma fonte proteica de grande qualidade conhecida pelo seu alto valor biológico.

O problema é que a indústria da suplementação sabe disso e procura tirar vantagem dessa grande popularidade dos suplementos de proteína. Aí você pergunta: como isso pode ser um problema? O fato de existir uma grande oferta de proteínas no mercado faz com que os suplementos sejam mais baratos, ocorram mais promoções, etc. Quem ganha é o consumidor, certo?

Pois, na verdade, as coisas não são assim tão simples. O que acontece é que, de modo a cortar seus custos de produção nos suplementos de proteína, muitas marcas estão adotando práticas enganadores e até mesmo desleais para com o consumidor. E não estamos falando dessas marcas que colocam carboidrato no lugar de proteína. Essas marcas farinheiras apenas merecem nosso desprezo e a sua falência.

O mundo enganador do Amino Spiking
A verdade é que mesmo as marcas que não adulteram seus produtos de proteína com carboidrato no lugar de proteína também podem não ser completamente inocentes. Estamos falando de marcas que adicionam aminoácidos livres aos seus suplementos proteicos, aminoácidos esses que não contribuem para a síntese proteica muscular mas que, por serem baratos, permitem aumentar o conteúdo total de proteína com custos menores para a marca.

Essa técnica é conhecida dentro da indústria como “Amino Spiking”. Profissionais da indústria da suplementação já fizeram vídeos alertando para esse procedimento enganador. No artigo “Como escolher um suplemento de proteína (whey)“, o profissional Marcos Sabino alertou para a técnica do Amino Spiking praticada por várias empresas. Em outro vídeo, Félix Bonfim, outro profissional da área, alertou para o mesmo fato (veja o vídeo aqui, a partir dos 14:07).

É importante os consumidores estarem alertados para isso antes de comprarem seus suplementos proteicos, para evitarem pagar caro por um suplemento de fraca qualidade.

amino spiking fraude
Como funciona o Amino Spiking?
Todas as marcas têm de apresentar a quantidade de proteína que o produto oferece por dose. Essa quantificação da proteína é feita através da medição do valor total de nitrogênio. O nitrogênio é uma molécula presente em todos os aminoácidos. Medindo a quantidade total de nitrogênio, os laboratórios conseguem estimar a quantidade total de proteína no produto.

Ao adicionarem aminoácidos baratos ao produto, os fabricantes podem manipular esse teste e aumentar artificialmente a quantidade de proteína no produto de forma muito mais barata. Afinal de contas, para quê você vai colocar 100% de whey protein no produto se pode colocar apenas uns 60% e adicionar aminoácidos baratos para aumentar o total de proteína, fazendo-o passar por um 100%?

Os principais aminoácidos utilizados no amino spiking são a glicina, a taurina, a arginina, a alanina, o ácido glutâmico e a creatina (todos eles aminoácidos não-essenciais, já reparou?). Desses, os mais frequentes são a glicina e a taurina (um fabricante consegue comprar glicina e taurina ao preço da chuva). Esses aminoácidos são utilizados porque eles contêm nitrogênio e são menos dispendiosos do que as proteínas completas, tais como a proteína de soro de leite ou a caseína.

O site noticioso “News Inferno” cita Tim Ziegenfuss, diretor do Centro de Ciências Aplicadas à Saúde, dizendo: “A arginina tem aproximadamente três vezes mais nitrogênio do que a proteína de soro de leite e a creatina tem aproximadamente uma vez e meia mais nitrogênio e custa menos de metade do preço. Dar um spiking na proteína com esses nutracêuticos é uma forma barata de elevar o nível de nitrogênio de uma proteína em pó, sem a adição de mais proteínas de alta qualidade“.

Você leu bem? A arginina contém três vezes mais nitrogênio que o whey protein! A creatina contém uma vez e meia mais nitrogênio.

Se ainda não deu para perceber bem a gravidade da situação, vamos fazer um exercício. Imagine um whey concentrado com 80% de proteína (80 gramas de proteína por cada 100 gramas de produto). Imagine também que a marca adicionou arginina e creatina em sua fórmula (já nem vamos falar dos outros aminoácidos usados para o amino spiking).

Esses 80% são pura ilusão! O produto não contém 80 gramas de proteína, ele contém menos que isso. O que aconteceu foi que a marca conseguiu aumentar a quantidade total de proteína através da adição de dois aminoácidos baratos.

Esses aminoácidos até podem ter funções importantes (como é o caso da creatina), mas nesse contexto eles apenas foram utilizados para benefício do fabricante e não do consumidor.
Como detetar o Amino Spiking nos suplementos proteicos?
A boa notícia é que é fácil identificar quando uma marca está adotando a técnica do amino spiking. Por lei, os fabricantes devem listar todos os ingredientes utilizados em seu produto. Então, se na lista dos ingredientes você vir algum aminoácido listado, é porque ele foi adicionado à fórmula.

Não se deixe enganar por uma marca que diz que seu produto foi “enriquecido com aminoácidos extra”. Lembre-se que esses aminoácidos foram acrescentados ao produto não para o tornarem melhor mas apenas para tornar sua produção mais barata e assim o fabricante poder aumentar sua margem de lucro.

E quando os aminoácidos adicionados são BCAAs, isso não é bom?“, você pode perguntar. Na grande maioria dos casos, os BCAAs (leucina, isoleucina e valina) apenas são adicionados para que o produto não fique tão fraco.

Quando você vê na embalagem “Enriquecido com BCAA”, geralmente essa afirmação de marketing apenas pretende criar a ilusão de que o produto ficou ainda melhor com a adição desses BCAAs quando, na verdade, os BCAAs foram adicionados porque o fabricante não usou uma fonte de proteína completa (que já teria os BCAAs) na fabricação do seu produto.

amino spiking
Não seja enganado pelo Amino Spiking
Você deve ser exigente com seus suplementos proteicos. Afinal, você está pagando caro por eles. O mínimo que pode exigir de um suplemento de proteína é que ele contenha aminoácidos de qualidade. Vamos fazer uma analogia: você aceitaria pagar por um Ferrari e esse Ferrari vir com peças não originais de menor qualidade? Óbvio que não.

Então por que você aceitaria pagar por um suplemento que diz no rótulo “100% whey protein” quando, na verdade, esse suplemento não é um 100 whey protein? Se aparecerem aminoácidos livres listados nos ingredientes, esse suplemento simplesmente não é um 100% whey protein.

A marca que quer vender essa ilusão para você não merece seu respeito enquanto consumidor. Alerte outros consumidores para essa prática enganosa do Amino Spiking. O mercado da suplementação só ganhará escrúpulos quando os consumidores se tornarem consumidores informados.
A exceção da regra
Gostaria de deixar uma nota final para notar que, por vezes, há produtos que têm aminoácidos livres que foram adicionados mas, no entanto, se você comparar as quantidades de cada aminoácido com os de um produto sem amino spiking, você não verá diferença.

Tem vezes que a marca adiciona aminoácidos livres na fórmula com o intuito de tornar o produto realmente melhor. Estamos falando de uma minoria, mas acontece. Convém levarmos esse fato em consideração para não estarmos prejudicando marcas que não merecem a reputação de enganadores.

A melhor forma de você descobrir se estamos perante um caso de amino spiking positivo ou negativo é mesmo avaliar as quantidades de cada aminoácido, especialmente de aminoácidos essenciais e BCAAs.

Fonte: http://treinomusculacao.com/suplementos-proteina-amino-spiking/

ATENÇÃO CONSUMIDOR, PARE DE SE ILUDIR !

Atualmente, existem várias empresas lançando muito produto ruim no mercado, mascarado por aminogramas de baixa qualidade, por isso, aprenda a identificar este tipo de produto.

O que mais se tem são blends proteicos mascarados com colágeno, proteína de carne e proteínas vegetais, e as empresas os lançam, pois têm um baixo custo para a indústria e lojistas, mas com uma alta rentabilidade e altíssimo percentual de lucro.

Como escolher um suplemento de proteína (whey)

Devido aos seus conhecidos benefícios no aumento e manutenção da massa muscular, os suplementos de proteína de soro de leite (whey) encontram-se entre os mais vendidos em todo o mundo. É raro alguém treinar no ginásio e não tomar algum suplemento de proteína.

Uma das leis elementares do mercado é que a procura por um produto influencia o seu preço final. Se determinado produto tiver muita procura, o seu preço aumentará. Nos últimos anos, a procura por suplementos de whey protein disparou, tornando a matéria-prima necessária para o seu fabrico mais cara.

Por essa razão, várias marcas de suplementos têm adotado estratégias e truques ardilosos para tornarem o seu produto mais barato e, por conseguinte, aumentarem as margens de lucro.

Neste artigo vou expor algumas destas práticas para vos ajudar a saberem distinguir um bom de um mau suplemento de whey protein e para saberem que marcas pensam mais em lucro do que nos seus clientes.

1) Atenção à quantidade de proteína no produto
Se paga por whey protein, deve exigir whey protein. Se não tem o hábito de olhar com atenção a informação nutricional do produto, deve passar a fazer isso.

Como deves saber, um suplemento de proteína não traz apenas proteína. Também traz carboidrato e gordura, entre outros ingredientes. Se está pagando or um suplemento de whey protein, deve exigir que o suplemento de whey protein tenha, no mínimo, 70% de proteína por 100g de produto (case se trate de um whey protein concentrado).

Existem alguns suplementos que são autênticos rip-offs, fazendo-se passar por algo que não são. O mercado está repleto de proteínas que apresentam concentrações proteicas inferiores a 60%. Ou seja, em 100g de produto, apenas 60g são proteínas, e o resto são carboidratos , gorduras e outros fillers.

Há produtos que mais parecem gainers do que proteínas de soro de leite. Eis alguns exemplos:

wheys baixa concentração proteica

Geralmente estas proteínas de menor concentração proteica são mais baratas mas, mesmo assim, não recomendo a sua compra.

2) Atenção ao perfil de aminoácidos
Não basta olhar para a quantidade de proteína que o produto oferece. Precisamos ir mais fundo na nossa análise. Neste caso, precisamos olhar o aminograma do produto. O aminograma é a tabela que indica todos os aminoácidos presentes no suplemento de proteína, bem como as suas quantidades.

O interessante num whey protein é a quantidade de aminoácidos essenciais – especialmente BCAAs – que ele oferece. O nosso corpo consegue produzir os aminoácidos não-essenciais. Como tal, quando estamos escolhendo um suplemento de proteína, devemos atentar para a quantidade de aminoácidos essenciais que esse suplemento oferece.

Os BCAAs – leucina, isoleucina e valina – merecem uma atenção especial pois são os aminoácidos que se encontram em maior quantidade no tecido muscular e um deles – a leucina – é o principal responsável por ativar a síntese proteica, o processo que nos vai permitir ganhar massa muscular.

Pelo conhecimento que tenho do mercado de suplementos, aconselho a escolherem uma whey protein que tenha pelo menos 30% de aminoácidos essenciais, 15% dos quais BCAAs. Eis o exemplo de um bom suplemento de whey protein:

 

whey com boa quantidade de BCAAs
3) Atenção ao Amino Spiking
Este termo deve ser novo para a maior parte dos leitores, mas é um conceito muito conhecido dentro da indústria da suplementação. O “Amino Spiking” acontece sempre que uma marca acrescenta determinados aminoácidos à sua fórmula de proteína para aumentar a quantidade total de proteína de forma barata.

Não são poucas as marcas que adotam esta prática. Os casos mais escandalosos são aqueles em que o produto tem o nome de “100% Whey Protein” quando, na realidade, não passa de um whey protein de 60 ou 70% que foi acrescentado aminoácidos livres.

Os aminoácidos mais comuns utilizados para subir o teor de proteína num suplemento de whey, por serem baratos, são a glicina, a taurina, o ácido glutâmico e a creatina. Os dois primeiros são os mais utilizados.

A glicina é um aminoácido não-essencial barato. A taurina, apesar de ter funções biológicas importantes, não contribui para a síntese proteica. Uma vez que 99% das pessoas compra whey protein pensando em ganhar ou manter massa muscular, não é um aminoácido interessante para se ter num whey. O ácido glutâmico, ao contrário do que a generalidade das pessoas pensa, não é glutamina.

Sempre que a lista de ingredientes do produto enumerar aminoácidos livres, isso significa que a marca os adicionou à fórmula. Ou seja, não é um suplemento de whey protein “puro”. Eis alguns exemplos:

wheys com amino spiking

Dois dos produtos supramencionados contêm BCAAs na sua lista de ingredientes. Alguns de vocês poderão perguntar se isso não faz do produto um bom produto. Isto não passa de um engodo. Praticamente todas as vezes em que a marca acrescenta BCAAs livres ao produto é porque o mesmo possui uma quantidade natural de BCAAs baixa.

Ou seja, eles são acrescentados não para tornarem o suplemento ainda mais espetacular, mas para disfarçarem um produto de baixa qualidade. Temos o exemplo do HEXAPRO da Allmax Nutrition, que apesar de ter BCAAs adicionados, mesmo assim continua tendo quantidades menores do que outros suplementos de whey protein aos quais não foram acrescentados BCAAs:

whey com BCAA

Desconfiem sempre de certos termos que são simplesmente tentativas de atirar areia para os olhos dos consumidores. Alguns exemplos: “amino blend“, “reinforced protein complex“, “amino complex“.

whey com termos amino spiking

 

Conclusão

Ninguém dá nada a ninguém, muito menos na indústria da suplementação. Existem marcas que adotam más práticas e procuram ludibriar o consumidor menos atento. Estejam atentos.

O preço é sempre um bom indicador para determinar se um suplemento de proteína pode estar a esconder algum “truque”. Se ver um suplemento de whey protein muito mais barato do que você estão habituados, então desconfiem logo no início e procurem indícios de amino spiking na lista de ingredientes.

Não obstante, continuam a haver marcas de qualidade que não recorrem a truques de semântica para enganar o consumidor.

Neste vídeo discuto todos os pontos apresentados neste artigo:

Fonte: http://tafitness.net/como-escolher-suplemento-proteina-whey/