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Refrigerante cancerígeno? O que o Direito tem a dizer sobre isso?

Por Mariana Ferraz.

refrigerantes males

 

“A Coca-Cola e a Pepsi decidiram mudar a fórmula, nos EUA, do corante caramelo que compõe os refrigerantes para não ter de colocar um alerta de risco de câncer em suas latas” (Folha.com, 9 de março de 2012).

Repercutiu na imprensa internacional e na nacional. Grandes empresas anunciam mudanças na composição de seus produtos em função dos riscos oferecidos à saúde do consumidor. Faltou, no entanto, o destaque: a mudança ocorrerá apenas nos produtos comercializados nos Estados Unidos. E no Brasil, e no resto do mundo? Como fica o dever de precaução dessas empresas fora dos EUA.

O Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor) realizou um levantamento de alguns produtos da linha de refrigerantes e energéticos que possuem em sua composição o corante Caramelo IV (INS150d) e constatou que esse aditivo encontra-se muito mais presente no cotidiano do consumidor brasileiro do que ele imagina. Está também nos nacionalíssimos refrigerantes de Guaraná (Guaraná Antártica, Kuat, Dolly e outros) e na maioria dos energéticos (compostos líquido pronto para consumo à base de taurina e/ou cafeína). Não só em bebidas, o corante caramelo IV pode ser encontrado também em cereais matinais e granolas.

Ocorre que no Brasil o uso desse aditivo é permitido. Entretanto, no processo de elaboração do Caramelo IV, a utilização de amoníaco e sulfitos acaba gerando dois subprodutos: 2-metilimidazol e 4-metilimidazol, e conforme o estudo norte americano produzido pelo Programa Nacional de Toxicologia do Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos divulgado em 2007, existe clara evidência de que estes subprodutos são cancerígenos em animais. Os compostos cancerígenos em animais são comumente proibidos para o consumo humano.

Conforme esclarecido por um grupo de diferentes órgãos de defesa do consumidor da América Latina, esse corante é um ingrediente que desempenha uma função puramente estética e pode ser substituído por outros corantes que não representem um risco à saúde, como o Caramelo I, já utilizado pela Pepsi no Brasil.

A manifestação de diversas entidades da sociedade civil e de especialistas em estudos de toxicologia fez com que a lei na Califórnia (EUA) passasse a exigir que as empresas dispusessem avisos de alerta em produtos que contêm esse aditivo. No Brasil, o Idec cobrou da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) um posicionamento concreto sobre o assunto. O Instituto questionou à agência reguladora a respeito do embasamento científico no qual a regulamentação brasileira se apoia para permitir o uso desse aditivo, ou seja, quais seriam os estudos que garantem a segurança do referido corante. Questionou-se também se há um monitoramento das quantidades de Caramelo IV, 2-metilimidazol e 4-metilimidazol presentes nos produtos comercializados no Brasil e se há limites máximos desses componentes previstos em regulamentação. Por fim, perguntou qual providência será adotada pelo órgão.

As empresas também foram questionadas pelo Instituto. Indagou se as mesmas farão voluntariamente a mudança na composição dos seus produtos no Brasil ou se agirão somente mediante disposição normativa.

O posicionamento do Direito é claro sobre o tema. O CDC (Código de Defesa do Consumidor), tendo em vista o princípio da prevenção, garante a proteção à vida, à saúde e à segurança (art. 6º, I), prevendo que os produtos e serviços colocados no mercado de consumo não acarretarão riscos aos consumidores (art. 8º). É previsto ainda que o fornecedor de produtos e serviços potencialmente nocivos ou perigosos à saúde ou segurança deverá informar de maneira ostensiva e adequada a respeito da nocividade ou periculosidade (art. 9º).

Há que se ter em conta também o princípio da precaução, ou seja, quando houver ameaça de danos sérios ou irreversíveis, a ausência de absoluta certeza científica não deve ser utilizada como razão para postergar medidas eficazes para prevenir o possível dano. Sendo assim, no caso aqui tratado, tanto empresas como o Estado são responsáveis em adotar as medidas necessárias.

Fonte:
Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor – Idec.
http://www.idec.org.br/em-acao/artigo/refrigerante-cancerigeno-o-que-o-direito-tem-a-dizer-sobre-isso

Além de afastar uma das causas da obesidade, reduzir a quantidade de doce pode dar mais disposição, afastar doenças e melhorar o paladar

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Segundo a OMS, consumo de açúcar deve ser de até 5% das calorias de uma dieta de 2.000 kcal, por dia

São Paulo – Já pensou em como seria sua vida sem açúcar? Apesar de, para muita gente, esse cenário ser um tanto assustador, o quadro pode não ser tão terrível quanto se pode imaginar. O livro “Year of No Sugar”, lançado recentemte pela americana Eve Schaub, conta a experiência vivida por ela, o marido e suas duas filhas, em que passaram um ano inteiro sem consumir açúcar, mel e alimentos com o doce adicionado artificialmente.

Isso significou uma mudança radical nos hábitos da família, já que a maior parte dos itens dos supermercados continham alguma quantidade de açúcar em sua fórmula. Até mesmo comidas salgadas vinham com o ingrediente, como bacon, biscoitos, papinha para bebês e molhos para salada. A saída adotada foi preencher o cardápio com mais vegetais frescos (esse açúcar era permitido) e verificar, rótulo por rótulo, tudo que ia para o carrinho.

O esforço, no entanto, foi recompensador. Ao se livrarem do “vício”, aos poucos, todos passaram a se sentir melhor, com mais disposição e menos problemas de saúde. De acordo com reportagem publicada no site da revista Time, numa ocasião em que se permitiram comer uma sobremesa, para comemorar o aniversário do marido, Eve não conseguiu terminar de comer e ainda ficou com dor de cabeça por conta da doçura exagerada.

Essa mudança no paladar é real. De acordo com a nutricionista Claudia Coelho, esse sentido fica acostumado ao hábito alimentar e, ao consumirem muito açúcar, as pessoas têm cada vez mais necessidade de comer doces. Ao interromper o consumo e, mais tarde, voltar ao costume, o corpo sofre em vários sentidos. “Depois que se torna um hábito comer os alimentos com menos açúcar, é muito difícil voltar a consumir os muito doces. Outro fator é o funcionamento intestinal, que pode ficar mais descompensado quando você volta a consumir açúcar em excesso”, afirma.

Mas, se voltar a comer açúcar causa tantos incômodos, porque valeria a pena parar, em primeiro lugar? Segundo Claudia, como esse ingrediente é um carboidrato simples, ele é rapidamente incorporado pelo organismo. Há pesquisas que relacionam o excesso de açúcar à hiperatividade, ao déficit de atenção e à sobrecarga do pâncreas (produtor de insulina, hormônio que disponibiliza açúcar para as células). “Se consumido sem controle, pode causar ou agravar patologias preexistentes, além da obesidade. Mas o pior de tudo é o fato de não conter nenhum outro nutriente”, diz.

Recentemente, a Organização Mundial da Saúde (OMS) reduziu o valor recomendado de açúcar de 10% para 5% de uma dieta de 2.000 calorias diárias. Isso equivale a cerca de 20 gramas, ou cinco colheres de chá. Uma lata de refrigerante, por exemplo, já é o dobro do indicado, pois pode ter até 40 gramas de açúcar.

Antes de pensar que substituir todo o açúcar de mesa (cristal ou refinado) pelos adoçantes artificiais (edulcorantes), Claudia afirma que eles são mais recomendados para diabéticos e, ainda, com restrições. “Os edulcorantes artificiais não são absorvidos e metabolizados pelo nosso corpo e, mesmo não representando incremento nas calorias da dieta, prefiro usar moderação, tentar educar o paladar para sabores menos intensos”, diz.

Moderação foi a palavra de ordem para a família de Eve Schaub, que, depois de um ano radical sem açúcar, voltou a consumir os alimentos adoçados com mais controle. Para quem está disposto a encarar a empreitada, um bom começo é cortar a adição de açúcar de mesa, substituindo-o por frutas secas e mel, já que é mais difícil eliminar os itens industrializados da rotina. Nos momentos de dificuldade, alguns alimentos ricos em aminoácidos como o triptofano (banana e o grão de bico, por exemplo) são bons aliados, pois reduzem a compulsão por doces.

Fonte: http://exame.abril.com.br/estilo-de-vida/noticias/por-que-vale-a-pena-cortar-o-acucar-a-partir-de-agora

Suspensão vale para os lotes testados pela agência, que apresentaram irregularidades na quantidade de nutrientes informada nos rótulos

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Whey protein: De 25 marcas testadas pela Anvisa, 20 foram punidas (Thinkstock)

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) anunciou nesta quinta-feira que proibiu a distribuição e comercialização de vinte lotes de whey protein, como são conhecidos os suplementos de proteína extraídos do soro do leite usados por atletas. Os produtos suspensos são de catorze fabricantes diferentes.

A Anvisa testou 25 marcas de suplementos proteicos depois de receber denúncias sobre irregularidades na quantidade de carboidrato e proteína declarada no rótulo dos produtos. De acordo com a agência, a legislação tolera uma diferença de 20% entre as informações nutricionais presentes na embalagem do produto e a sua real composição.

Na análise, vinte suplementos extrapolaram esse limite. Entre eles, dezenove continham quantidade de carboidratos superior à declarada no rótulo e um (o Muscle Whey Proto NO2 da empresa Neo Nutri), uma quantidade inferior à informada.

Carboidratos — O suplemento que apresentou as maiores variações entre a quantidade de carboidrato declarada no rótulo e a quantidade presente na composição do produto foi o Suplemento Proteico para Atletas aroma Idêntico ao Natural de Milho, da marca Whey NO2 Pro, da empresa Pro Corps. A embalagem informa que o suplemento contém 1,6 grama de carboidrato, mas os testes mostraram que quantidade verdadeira é de 17,66 gramas.

Outros produtos que apresentaram grande variação na quantidade de carboidrato foram o Fisio Whey Concentrado NO2, da Fisionutry Suplementos (0,98 grama no rótulo ante 9,5 gramas no suplemento) e o 100% Ultra Whey – Ultratech Supplements (3 gramas no rótulo ante 25,1 gramas no suplemento).

Além disso, sete produtos testados apresentaram uma variação maior do que 20% entre a quantidade de proteína declarada no rótulo e a presente na composição do suplemento. O Whey NO2 Pro, da Pro Corps, além de ter tido o pior resultado no teste do carboidrato, também foi o que teve maior variação em relação à proteína. Enquanto o rótulo diz que ele contém 25 gramas de proteína, os testes apontaram 10,19 gramas em sua composição.

Os testes também revelaram que onze suplementos apresentavam em sua composição ingredientes não declarados no rótulo, como amido, milho ou soja.

A punição da Anvisa vale somente para os lotes examinados. A agência informou que vai aguardar a resposta dos fabricantes e, se as irregularidades forem confirmadas, a suspensão das vendas se aplicará a todos os lotes das marcas. As empresas que continuarem distribuindo e comercializando os suplementos suspensos poderão sofrer advertência, interdição ou multa, que pode variar de 2 000 a 1 500 000 reais.

Decisões — Na última semana, a Anvisa já havia retirado do mercado quatro suplementos alimentares voltados para atletas. Três dos produtos punidos são da fabricante Maximum Human Perfomance (MHP): Isofast-MHP (proteína), Alert 8-Hour-MHP (termogênico) e Probolic-SR-MHP (proteína). O quarto é o Carnivor (proteína), fabricado pela empresa MuscleMeds.

Saiba quais marcas de suplementos tiveram a comercialização suspensa:

Super Nitro Whey NO2 – American Line Suplements
3W – Fast Nutrition
Whey Protein Optimazer – Cyberform
Whey NO2 Pro Baunilha – Pro Corps
Whey NO2 Pro – Pro Corps
Whey 5W Pro – Pro Corps
Ultra Pure Whey+ Isolate Whey – Nutrilatina Age Superior
Extreme Whey Protein sabor morango – Solaris
Extreme Whey Protein sabor baunilha – Solaris
100% Ultra Whey – Ultratech Supplements
Bio Whey Protein – Performance
Peter Food – Whey NO2 + Creatine
100% Whey Xtreme – Pharma
Super Whey 100% Pure – IntegralMedica
Super Whey 3W – IntegralMedica
Fisio Whey Concentrado NO2
Designer Whey Protein
Muscle Whey Proto NO2 – Neo Nutri
Whey Protein 3W – DNA Design Nutrição Avançada
Isolate Whey – Neo Nutri

http://veja.abril.com.br/noticia/saude/anvisa-proibe-venda-de-20-marcas-de-whey-protein