Arquivo da categoria ‘Erros e Mitos’

shakes emagrecedores

Vivemos em um mundo em que o “magro” é idealizado. Existe uma faixa de peso saudável para cada pessoa, mas mesmo assim, a fissura pelo emagrecimento nunca esteve tão em evidência. E é claro que a indústria se aproveita disso, divulgando produtos supostamente milagrosos que prometem afinar o corpo e de forma rápida! Aí entram os famosos SHAKES EMAGRECEDORES.

Já não somos muito fãs daquele programa Bem Estar, que passa pela manhã na Rede Globo. Pelo menos quando falam sobre Nutrição eles já cometeram vários equívocos. O mais frequente ocorre quando colocam um médico para falar sobre alimentação, ao invés de um nutricionista. Nada contra os médicos, mas como já dizia um ~clássico~ da nossa música popular: “cada um no seu quadrado”.

Eis, que no dia 04 de novembro eles abordaram o uso dos SHAKES como substitutos para refeições. Confira o vídeo do Bem Estar AQUI. http://g1.globo.com/bem-estar/videos/t/edicoes/v/shakes-para-emagrecer-podem-ser-usados-a-longo-prazo/2932230/

O médico fez as seguintes afirmações, as quais gostaríamos de destacar:endocrinologista sobre shakes

  • “Dependendo do shake, se tiver uma composição nutricional apropriada ele pode perfeitamente ser usado a longo prazo.”

Em primeiro lugar, o que é uma composição nutricional apropriada? Na maioria das vezes, um shake é só mais um alimento industrializado cheio de aditivos para ser misturado com leite. Portanto, ele pode não ter a composição apropriada quando combinado com outros elementos da dieta. Geralmente eles contêm baixas quantidades de energia, a qual precisamos para a manutenção das nossas funções. Além disso, as vitaminas e os minerais são adicionados industrialmente ao produto. Quanto a ser utilizado a longo prazo, não generalizaríamos isso em rede nacional, pois vai depender de cada caso e se ele vai substituir uma refeição, pode haver consequências decorrentes das deficiências nutricionais devido a essa substituição.

 

Ingredientes  Diet Shake Crocante Nutrilatina

Ingredientes: Diet Shake Crocante – Nutrilatina

“Se quiser substituir alguma das refeições principais por shake, desde que seja um shake com uma boa composição (com substâncias feitas com objetivo de gerar saciedade) ele pode entrar no almoço.”

Nesse caso, arroz, feijão, carne e salada dão um show de saciedade!!! Muito mais do que um copo de uma bebida dessas. Frutas e verduras também são ótimas para isso, pois contém muitas fibras (de verdade, ao invés da inulina – fibras extraídas das raízes da cebola e da chicória – e da polidextrose) e prolongam a sensação de estar bem alimentado por mais tempo. Além disso, não possuem corantes artificiais como o caramelo IV, amarelo crepúsculo e bordeux s. Fora os 20 minutos, o tempo no qual mastigamos os alimentos… Tempo esse essencial, pois nesse período, o estômago envia a informação para o cérebro de que estamos saciados. Sem sombra de dúvidas vale muito mais a pena almoçar/jantar comida de verdade.

O que é o Corante Caramelo IV?
No Brasil, bem como mundialmente, os corantes caramelos estão aprovados como aditivos alimentares em diversos alimentos, respeitando-se as condições específicas de uso. A ANVISA considera que, até o momento, não existem evidências científicas que justifiquem alterar o status da aprovação de uso do corante Caramelo IV na legislação sanitária brasileira de alimentos, tampouco a obrigatoriedade de advertência sobre eventual periculosidade deste aditivo alimentar. Mas, se mantém preparada para adotar as ações necessárias no Brasil, caso qualquer evidência aponte que os níveis encontrados desse corante representem um risco à saúde humana.*

E o Corante Amarelo Crepúsculo?
Estudos realizados demonstraram que alguns corantes amarelos, entre eles a tartrazina e o amarelo crepúsculo, podem inibir a síntese de tromboxano, interferindo na coagulação sangüínea e apresentando com isso um risco potencial à saúde.

Quer saber mais sobre o Corante Bordeaux S?
Alguns estudos são contraditórios quanto à inocuidade carcinogênica deste corante, sendo, por medida de segurança, proibido nos Estados Unidos desde 1976. No Canadá é permitido, pois sua estrutura química é bastante semelhante a outros corantes considerados não carcinogênicos. Na Inglaterra seu uso é permitido em caráter provisório até que se apresentem estudos mais conclusivos. No Japão foi voluntariamente banido pelas indústrias de alimentos e na União Européia seu uso é permitido.**

  • “O grande charme do shake é que ele é completo do ponto de vista nutricional e tem bem menos calorias do que uma refeição. Então, é uma maneira fácil de substituir uma refeição e é muito interessante para pessoas que querem emagrecer.”

Por mais que ele possa ter os nutrientes de que o organismo precisa, substituir uma refeição por um shake se torna monótono… Mais uma vez voltamos a bater na tecla de que a alimentação diária deve ser variada e balanceada, para compor uma dieta completa. Fica difícil obter uma dieta variada utilizando somente um alimento, não é mesmo?

Quanto a ter menos calorias e a ser mais interessante para pessoas que querem emagrecer, não concordamos. A pessoa que quer emagrecer deve mudar hábitos de uma vida inteira de alimentação incorreta. Somente uma boa reeducação alimentar faz isso. Soluções milagrosas só servem para os quilos perdidos serem encontrados mais adiante.

  • “Posso substituir por conta própria ou devo consultar um médico? Ah eu acho que não tem problema substituir por conta própria. Claro que tendo a orientação de médico ou nutricionista tende a seguir de forma mais correta.”

Na própria embalagem de um shake encontramos a mensagem abaixo:

aviso diet shake

O nutricionista sempre deve ser consultado, pois é quem vai prescrever a dieta mais adequada ao metabolismo do paciente, conforme seu estilo de vida, seus hábitos de vida, sua rotina, suas preferências e suas necessidades.

Confira o vídeo do Bem Estar AQUI.
http://g1.globo.com/bem-estar/videos/t/edicoes/v/shakes-para-emagrecer-podem-ser-usados-a-longo-prazo/2932230/

A Revista Proteste já testou cinco shakes para emagrecer com sabor de chocolate e concluíram que eles “podem até servir para substituir um lanche, mas não uma grande refeição. Eles não têm equilíbrio nutricional, apresentando excesso de proteínas e baixo aporte de energia. Para usar na dieta, só mesmo com o auxílio de um nutricionista.”

Nem tudo são calorias. O valor de uma dieta adequada está na qualidade dessa alimentação. Diminuir a quantidade de alimentos ricos em gordura, em sódio e em açúcar e aumentar a quantidade de alimentos com fibras e vitaminas, certamente tem um efeito mais benéfico à saúde. Ainda que o resultado venha a longo prazo, o nosso corpo agradece e os quilos a mais vão embora para nunca mais voltar. 

E você, já descobriu que a alimentação saudável + exercício é a fórmula para uma vida saudável? 

Fontes:

*ANVISA – Informe Técnico nº. 48, de 10 de abril de 2012.

**Prado, M. A. & Godoy, H. T. Corantes artificiais em alimentos. Alim. Nutr., Araraquara, v.14, n.2, p. 237-250, 2003.

http://fechandoziper.com/blog/desvendando-rotulos/vale-a-pena-substituir-refeicoes-por-shakes-emagrecedores/

Creatina e retenção líquida: entenda o mito relacionado ao nutriente
Suplemento retém água, mas apesar da imagem negativa, a reação é necessária para que ocorra o armazenamento de energia e aumento muscular.

Por Turibio Barros
São Paulo

Apesar de ser um suplemento nutricional muito conhecido, a creatina ainda está cercada por muitos mitos relacionados ao seu consumo. O fato de ter sua venda proibida pela ANVISA durante um certo tempo, fato este sem nenhuma justificativa científica, certamente contribuiu para que este suplemento fosse de certa forma estigmatizado.

Creatina suplemento alimentar corrida de rua (Foto: Divulgação)
Creatina causa retenção líquida necessária (Foto: Divulgação)

Atualmente apesar de não existir nenhuma restrição ao seu consumo ainda persiste um mito relacionado a este nutriente. É muito comum o receio da retenção hídrica provocada pela suplementação de creatina. Este receio chega a propiciar a venda de produtos que tem seu preço aumentado com a argumentação de “esta creatina não provoca retenção de água”. Isto caracteriza uma forma de enganar o consumidor. O fato é que se a creatina não promover uma certa retenção hídrica ela não vai ter efeito.

Para esclarecer esta questão e afastar o receio da retenção hídrica é preciso explicar como a creatina age. A molécula de creatina está armazenada dentro das células musculares e ligada ao radical fosfato se constitui na forma de armazenamento de energia para exercícios de força e potência. Quando se realiza um programa de exercícios de maior intensidade, como por exemplo exercícios com pesos, é criada uma maior demanda de creatina. A suplementação vai então atender esta maior demanda e promover maior acúmulo de creatina dentro das células.

Aumentando a concentração de creatina nas células musculares, é criado um gradiente osmótico (diferença de concentração) que provoca a entrada de água nas células musculares. Isto é a chamada retenção hídrica, que de fato ocorre. Quando este fato acontece é sinal que já aumentou a quantidade de creatina nas células e, portanto, já existe maior quantidade de energia armazenada. Se não houver retenção hídrica é porque não se acumulou creatina e nenhum efeito vai ocorrer.

O processo não termina aí. A partir da entrada de água nas células, o compartimento celular se expande e nos dias subsequentes este mecanismo estimula a síntese de proteínas, e consequentemente aumenta a massa muscular. Este é o efeito da creatina. Portanto, retenção hídrica não é um problema quando se usa creatina. Ela precisa ocorrer e absolutamente não significa que o resultado é só a retenção de água.

http://globoesporte.globo.com/eu-atleta/saude/noticia/2014/07/creatina-e-retencao-liquida-entenda-o-mito-relacionado-ao-nutriente.html

Gorduras Saturadas São Totalmente SAUDÁVEIS De Acordo Com Nova Revisão Científica

Gordura saturada

Alias, estudos científicos sérios, modernos e controlados vêm mostrando que gorduras naturais no geral são completamente saudáveis já à muitos anos.

Aí surge aquela velha e insistente pergunta: Então, por que RAIOS a maioria dos profissionais de saúde por aí AINDA continua receitando dietas baixas em gorduras tanto pra emagrecimento como para saúde?

Será que é por que eles ainda estão se baseando em velhos estudos falhos de décadas atrás e ainda não se preocuparam em se atualizarem? E se estas sugestões estiverem, na verdade, como tudo indica, piorando a situação dos pacientes ao invés de melhorando? E se para curar os problemas, esteja-se receitando “veneno” ao invés de “remédio”?

Uma nova revisão científica feita na Europa (1) de todos os melhores estudos (sérios) publicados que analisam a questão da ingestão de gorduras naturais (saturadas ou não) mostra que:

  • Pessoas que comem bastante gorduras naturais e saturadas (como manteiga, etc) não ficam mais doentes.
  • Pessoas que reduzem a quantidade de gorduras naturais na dieta alimentar, não ficam mais saudáveis.

Gorduras naturais se mostram essenciais para um emagrecimento e corpo saudável.

O que vêm mostrando ser o problema, estudo após estudo, é o consumo exagerado dos tão aclamados “grãos integrais”, cereais e açúcares.

Agora, quando se recomenda a um paciente que ele coma menos gorduras, o que acontece normalmente? Ele irá aumentar a ingestão de carboidratos… tipicamente, afundando-se ainda mais no poço do problema que vive.

Por que não focarmos nos fatos e evidências científicas ao invés de continuarmos propagando falácias antigas e desatualizadas? Cobre do seu profissional de saúde que o mesmo se atualize! Defenda sua saúde!

Compartilho aqui das palavras do médico sueco Dr. Andreas Eenfeldt diz: “Se você quer ser levado a sério como um “expert” em nutrição, trate de se atualizar. Não é suficiente ficar espalhando idéias dos anos 80 sobre gorduras. Idéias estas que hà muito tempo já foram refutadas.” (2)

Grande abraço,

Rodrigo

Fonte: http://emagrecerdevez.com/gorduras-saturadas-sao-totalmente-saudaveis-de-acordo-com-nova-revisao-cientifica

Por Geosh

Milk cheese yogurt eggs on a white background

O artigo de hoje é uma dica simples (duas na verdade) e, te digo, como estamos tão habituados com o consumo de laticínios, é uma coisa que, as vezes, não faríamos ou notaríamos normalmente.

Vou mostrar para você um teste que você pode fazer para descobrir se você sofre de algum tipo de alergia ou intolerância à lactose e se isso está impactando na sua saúde geral e no seu emagrecimento.

Estima-se que 70% da população brasileira sofra de algum tipo de intolerância a lactose. É Muita gente! E como estou de ótimo humor hoje, vou deixar os detalhes do prejuízo que o processo de pasteurização trás ao leite pra outro dia!

Bom, primeiro, deixe-me te contar os resultados do teste que fiz em mim mesmo.

O Teste Em Mim… (as melhoras foram muito dramáticas)

  • Meu corpo e, principalmente, meu rosto, desincharam.
  • Meu nariz e sistema respiratório passaram a funcionar melhor e as crises de muco e rinite desapareceram por completo.
  • Minha digestão melhorou muito, cessaram os gases e diarréia.
  • Meu corpo passou a regular sua temperatura. Eu sentia calor em excesso e hoje sou muito mais tolerante ao calor.

Só esses motivos já melhoraram tanto a minha qualidade de vida que, por si só, justificam o teste. Gostaria de ter descoberto isso com 11 anos, que foi quando comecei a ter problemas severos com a rinite. Sofri com esses problemas, literalmente, metade da minha vida!

Ainda, como resultado do teste, a cereja no bolo foi que minha capacidade de manter os níveis de gordura corporal baixos e perder gordura, melhoraram!

O Teste é Simples! Vamos Lá!

Regra básica: Duas semanas inteiras sem laticínios. É isso mesmo! Você vai passar duas semanas sem consumir:

  • Leite, chocolate, achocolatado, iogurte, queijo;
  • Bolos, doces, biscoitos e tudo mais que levar leite ou laticínios como ingrediente.
  • Se você faz musculação para Hipertrofia muscular e faz suplementação de caseína, suspenda a caseína durante o teste. Suspender a whey protein é opcional desde que você tome apenas pré/pós treino.
  • Não precisa restringir a manteiga! Ela possui pouca lactose/caseína e não costuma causar problemas.

Caso você note mudanças positivas ou queira ter uma resposta mais conclusiva, pode estender o teste a quatro semanas, ou seja, um mês inteiro.

Uma Ótima Alternativa Ao Leite

Estou fazendo um artigo sobre soja, e já adianto: Até agora as conclusões não são favoráveis. Exceto para os alimentos fermentados de soja que são altamente pro-bióticos.

Porém, a algum tempo A bióloga Juliana Hernandes(leitora aqui do site) enviou por e-mail uma receita simples e deliciosa de leite de nozes/castanhas, que fiz com amêndoas e adorei! Pra ser sincero, eu fiquei impressionado como é simples e fácil de fazer! Nas palavras da própria Juliana:

“Sou bióloga e convivo com a intolerância a lactose já há alguns anos. Tentando fazer substituções ao leite cheguei ao leite de castanhas, que tem me feito muito bem e que acredito ser uma boa opção para pessoa que querem emagrecer.”

A receita é simples e pode ser feita com vários tipos de castanha (a amêndoa é minha preferida). Basta deixar um punhado de castanhas de molho em água limpa por 24 horas. Elas irão inchar e absorver parte da água. Após essas horas, basta lavar as castanhas, colocar no liquidificador com aproximadamente 700 ml de água e bater até que elas se dissolvam por completo. Na receita original se recomenda coar para tirar o resto da casca. Eu particularmente não coo para manter as fibras.”

Nota: Muitas pessoas são intolerantes a lactose e não sabem disso. A intolerância pode aparecer em vários níveis de intensidade, porém, mesmo que você não note uma intolerância forte, você ainda pode estar sofrendo as consequências de uma intolerância mais suave.

Comentários Adicionais

Por Rodrigo

Você pode se perguntar: “Tá, mas e o cálcio?”

Certo, porém, gostaria de lembrar que existem outros alimentos que, como um todo, são melhores fontes de cálcio do que o leite.
Laticínios são, sim, ótimas fontes de cálcio, porém, eles podem realmente causar problemas visíveis e invisíveis em muitas pessoas.

Algumas opções de laticínios que seriam mais recomendadas do que o leite puramente: queijo cottage, tofu e iogurte natural integral.

Para você ter uma idéia, a quantidade média recomendada de ingestão de cálcio por dia em um adulto é em torno de 1000mg de acordo com Food and Nutrition Board (FNB).

A exemplo, deixe-me compartilhar uma simples comparação entre alguns alimentos

Alimento (100g ou 100ml de cada alimento) -> mg de Cálcio
Amêndoas -> 248mg
Sardinha -> 240mg
Castanha-do-Pará -> 160mg
Semente de Girassol seca -> 116mg
Leite Integral -> 113 mg
Brócolis -> 40mg
Laranja -> 40mb
Repolho -> 31mg

Referências: http://emagrecerdevez.com/o-teste-do-leite

Meus comentários (Matthaeus)

Eu estava tomando 1 litro de leite por dia numa antiga dieta e estava com uma barriga inchada que não sabia o motivo, além de retenção de líquidos no corpo inteiro, prejudicando a visibilidade dos meus músculos. Usava o leite olhando só pelas proteínas dele e por ser líquido para fazer shakes. Quando cortei o leite perdi 6 cm de barriga e ganhei bastante definição. Quase adquiri um abdômen definido sem nenhum aeróbico (já que sou ectomorfo, evito os mesmos). Incrível. Porém ainda continuo com derivados que não me causam isso.
Mesmo assim, não faço uso de leite de amêndoas.

Vale a pena o teste.

Glúteos volumosos vs Glúteos moldados, onde está a diferença?

glúteos_volumosos

Autor Douglas

Olá damas de aço e demais interessados nesse belo músculo que fomos contemplados em termos de desenvolvimento no corpo feminino. Bom, como sugere o título, hoje falarei de forma bem específica sobre glúteos.

Primeiramente irei dizer que a genética é fator importante quando trata-se de tal. Algumas mulheres foram beneficiadas com glúteos volumosos mesmo que não treinem corretamente, e algumas se quer pisaram em uma academia durante suas vidas, porém isso deve – se a composição corporal feminina, acumulando naturalmente gordura nessa região, algumas mais e com melhor distribuição, tornando – as naturalmente “bundudas”. Porém quero falar aqui com você que não faz parte desse grupo, que tem um glúteo mediano ou até mesmo aparentemente não tem nada, lhe dar esperança e discernimento para que você possa melhorar seu bumbum para sua alegria e felicidade quase geral da nação. “A felicidade só não é completa porque uma parte das suas amigas, as que são invejosas, não irão gostar de ver seu bumbum evoluindo”.

Então vocês estão loucas e desesperadas para que eu apresente uma novidade não é? Até agora só estou as convencendo a continuar lendo esse texto. Sendo assim, vamos ao que nos interessa. Queria lhes dizer que aqueles exercícios que vocês adoram passar horas fazendo achando que serão panicats, geralmente não farão com que seu glúteo cresça de forma considerável. Quais são? Exercícios de 4 apoios, seja na máquina, seja com caneleira, exercícios de elevação de quadril e todas as outras derivações dos mesmos.

“Noossaaaaaaaaaaa Douglas, então tudo que eu faço está errado?” Não gafanhota, se acalme. Eu disse que eles não lhe proporcionarão um crescimento, ou melhor, hipertrofia muscular considerável. Porém, esses exercícios devem estar na sua rotina de forma que os mesmos contribuem para o desenho do seu glúteo, ou seja, para dar formato ao mesmo. O que fará crescê-lo, aumentá-lo, volumizá-lo, explodi-lo, melhorá-lo e deixá-lo maior e maravilhoso, quem sabe, são exercícios que aparentemente focam em outras musculaturas, exercícios básicos e de com cargas elevadas, os lindos, famosos e poderosos agachamentos e afundo.

São esses exercícios que se feitos de forma correta e na sua amplitude máxima farão com que você gere uma maior hipertrofia nos belos. O agachamento até o chão, aquele que você quase toca seu glúteo no chão e o afundo com step, que aumentam a amplitude do movimento causando o pré estiramento no glúteo.

É claro que esses exercícios não são aconselhados para quem começou semana passada a “malhar”. Isso é para quem já tem uma noção do que é treinar de verdade, e mais ainda, como são feitos em grandes amplitudes, o ideal é que você tenha a orientação necessária não só para executar da melhor forma, mas também de forma segura. Então antes de se desesperar e começar a agachar todos os dias, peça auxílio ao professor da sua academia. E aproveitando a deixa, lembre-se que o músculo cresce no descanso, então não adianta fazer todo dia e nem dia sim dia não, deve se dar o devido intervalo após um treinamento intenso para recuperação muscular e consequente hipertrofia, além claro, da devida alimentação e se necessário suplementação, não existe formula mágica e sim a correta combinação de estímulos.

Fonte: http://www.dicasdetreino.com.br/gluteos-volumosos-vs-gluteos-moldados/

Neste vídeo o Diogo, dono do site Pró-Anabolismo fala sobre a espiral do fracasso das pessoas que iniciam na musculação. Além de como essa espiral leva as pessoas a fracassarem nos seus objetivos de ganhar massa muscular e terem o corpo que sempre desejaram.

http://proanabolismo.com/a-espiral-do-fracasso

Desmistificando o Óleo PAM

Publicado: 12/08/2013 em Erros e Mitos
Tags:,

Por Michele Franzoni

óleo em spray pam

Ele é febre dentro da culinária saudável.

É gente importando dos estados Unidos ou pagando um bom preço aqui no Brasil.

Mas afinal o que é esse óleo em Spray da marca PAM, que promete milagres culinários?

Eu tive conhecimento dele ano passado, quando estava na casa de uma amiga em San Francisco (EUA). Ela veio toda feliz me monstrando para usar o PAM, pois ele não tinha gordura nenhuma.

Acostumada a pesquisar todas as informações nutricionais dos alimentos, rapidamente olhei a tabela do moço e já saquei a pegada.

O produto é de certa forma uma propaganda enganosa muito bem tramada.

Preste atenção no primeiro rótulo (frente).

óleo em spray pam rótulo inglês

Aí diz:

1. Óleo de canola original em spray.

2. Para cozinhar livre de gordura.

Explico:

Se é óleo é gordura. Ainda não existe óleo de canola livre de gordura.

Em nenhum momento no rótulo diz que o produto é livre de gordura. Eles dizem que é para cozinhar sem gordura. Hum… mensagem que pode ser má interpretada.

Vamos ao segundo rótulo:

Zero calorias, zero gorduras, zero zero proteínas, zero carboidrato.

Quando é que um óleo pode ter zero nutrientes? Se isso já exsistisse aquele fastfood do palhacinho já teria usado e seus sanduiches já estava sendo indicado pelos nutricionistas há tempo!

Explicando:

A indústria coloca como dose, uma mísera quantidade no rótulo para enganar você. Ali, um jato de spray tem 1/3 de segundos e apenas 0,266 gramas de produto!

Saiba que 1 grama de gordura tem 9 calorias, então 0,266 g tem 2,39 calorias.

E aí vem a pergunta? Quem consegue dar uma “sprayzada” em 1/3 de segundo?

Enganação pesada, heim!

Não se convenceu ainda que milagres não existem? Olha essa!

A Aninha tem o óleo em casa e me enviou a foto do rótulo. O mesmo PAM, passado pelos processos de importação legal no Brasil, recebe um rotulo colante na sua embalagem. E ali temos sim as informações corretas!

13ml de produto equivalem a 1 colher de sopa que tem … tcharam….. 104 calorias! ou se você preferir… 13 gramas de gordura!

óleo em spray pam rótulo português

Portanto, minha conclusão é que, em quesito de praticidade, esse produto pode até ser muito bom. Desde que seja usado com consciência.

Mas idolatrá-lo como um santo milagreiro saudável é demais.

(…) Contudo, me resta a seguinte dúvida: a indústria nos engana ou nós nos deixamos enganar?

Fiquem espertos. Leiam os rótulos, façam cálculos e não acreditem em milagres. Eles não existem. O que existe é disciplina e determinação.

Fonte: http://blogdamimis.com.br/2013/03/27/oleo-pam-na-dieta-mocinho-ou-vilao

aeróbico na esteira

Paulo Gentil

20/05/2000

“Para reduzir a gordura corporal são necessários exercícios aeróbios de baixa intensidade e longa duração”. Certamente você ouviu esta frase milhares de vezes, porém eu posso lhe garantir que esta é uma das maiores mentiras da nossa história, sendo propagada devido à desinformação, falta de interesse, interpretação equivocada e ausência de senso crítico de alguns profissionais. A balela de qualidade de vida é outro argumento infundado até mesmo do ponto de visto psicológico, que é onde muitos pseudocientistas tem se refugiado. É incompreensível como uma atividade ineficiente que consuma grande parte de seu tempo disponível possa melhorar a vida de alguém. Não seria preferível elaborar um treinamento eficiente com uma baixa necessidade de tempo e proporcionar mais tempo para se usar com a família, lendo um livro, vendo um filme ou simplesmente descansando? Com certeza os exercícios aeróbios tem seu espaço, mas este espaço não é tão grande quanto muitos pretendem.

Em 1994 TREMBLAY conduziu uma pesquisa no Canadá que ajudou a acabar com o mito de que exercícios aeróbios de baixa intensidade sejam os mais eficientes para perda de gordura. A amostra era composta por indivíduos destreinados divididos em dois grupos. Um deles se exercitou por 20 semanas, iniciando os treinos a 65% da frequência cardíaca máxima (FCM) e progredindo para 85%, cada treino durava entre 30 a 45 minutos e era realizado de 3 a 4 vezes por semana. O segundo grupo se exercitou por 15 semanas, executando aquecimento e em seguida 10 a 15 explosões de alta intensidade de 15 até 30 segundos ou 4 a 5 explosões de alta intensidade de 60 até 90 segundos. Os intervalos ocorriam até que a frequência cardíaca chegasse a 120-130 bpm.

De acordo com os resultados, o grupo 1 (menos intenso) gastou mais que o dobro de calorias que o grupo 2 (120,4 MJ em comparação com 57,9MJ), porém os indivíduos do segundo grupo obtiveram uma redução no percentual de gordura bem maior que o primeiro. Segundo TREMBLAY, “quando calculamos a quantidade de gordura perdida por caloria, o grupo 2 obteve um resultado nove vezes melhor”. A conclusão dos autores: “para um dado nível de gasto energético, exercícios vigorosos favorecem balanço calórico e balanço de lipídios negativos em proporções maiores que exercícios de intensidade moderada a média. Além disso as adaptações da musculatura esquelética ocorridas como resposta ao treinamento intervalado intenso parecem favorecer o processo metabólico do lipídios.”

Respire fundo e leia com atenção esta frase: “se o objetivo é perder gordura e o tempo for limitado, as pessoas devem se exercitar com segurança nas intensidades mais altas possíveis…” esta foi a conclusão de GREDIAGIN et al (1995) quando submeteram dois grupos a diferentes intensidades de exercício (50% e 80% do VO2 máx, respectivamente), sendo que as atividades eram realizadas até que se chegasse ao total de 300 Kcal. Ao final do estudo ambos os grupos perderam a mesma quantidade de gordura, porém o grupo que se exercitou intensamente ganhou mais que o dobro de massa magra em relação ao outro.

Intensidades mais elevadas parecem influir também no aspecto nutricional, conforme verificado em um estudo de BRYNER et al (1997), onde os exercícios em frequências cardíacas mais altas resultaram em maior redução da gordura, assim como diminuição da ingestão de gorduras saturadas e colesterol, o que não aconteceu em frequências cardíacas baixas.

As atividades intensas levam vantagem até mesmo quando se compara exercícios de mesmo gasto calórico total. Nesses casos é verificado que os de maior intensidade proporcionam gasto calórico mais elevado e maior degradação de carboidratos e gorduras após o treino, o que leva a crer que o período pós exercício deve ser levado em conta quando analisamos a eficiência das atividades.(CHAD et al, 1991; SMITH et al, 1993; PACHECO SÁNCHEZ, 1994; PHELAIN et al, 1997, KLAUSEN et al, 1999, LEE et al, 1999).

Porém quando relato vantagens relativas aos resultados obtidos com treinos intensos, não devemos nos prender a abordagem mecanicista. Se fossemos usar a matemática linear jamais conseguiríamos entender ou mesmo acreditar nesse fenômeno. Lembre-se que nosso sistema tem características não lineares, podendo responder de forma caótica aos diversos estímulos. Desta forma, por mais contraditório que pareça, o uso de treinos intensos (que praticamente não usam gorduras) altera os processos metabólicos (não temos certeza de quais estruturas) de modo a favorecer reações a queima de gordura e inibir seu acúmulo.

Considerações finais

As atividades aeróbias certamente tem seu valor, mas não realizam nem a décima parte do que lhe é atribuído. Caminhadas podem ser de grande valia, porém esses casos são exceções. Isto não significa que atividades pouco intensas sejam totalmente ineficientes, a questão é que elas não são “as” mais eficientes.

Especificamente para a redução da gordura corporal as atividades aeróbias de baixa intensidade são, digamos assim, uma prática inadequada. De onde surgiu esta teoria? Pode-se dizer que inicialmente foi da falta de conhecimento e até mesmo o paradigma mecanicista, propagando à medida que os profissionais abstinham-se em questionar o paradigma dominante. Deve-se perder o péssimo hábito de decorar literalmente textos de livros ao invés de analisar criticamente o que está escrito. Os livros de fisiologia dizem que durante atividades de baixa intensidade a quantidade RELATIVA de gordura utilizada é maior. A palavra destacada diz tudo, é relativa ao total de calorias usadas.

Outra causa desta linha de raciocínio é a irritante simplicidade do tipo “se você usou mais gordura durante a atividade então esta atividade perde mais gordura”. Esta linha também culmina em teorias como: “se você comer gordura, vai ganhar gordura, se comer proteína vai ganhar proteína” e assim vai… Mas muitos se esquecem, ou simplesmente não sabem, o que acontece com o nosso corpo em resposta aos exercícios. a partir de uma abordagem mais integrativa e complexa, pode-se dizer então que as atividades físicas de maiores intensidades, especialmente os TREINOS INTERVALADOS são extremamente eficazes e recomendáveis para o processo de redução da gordura corporal.

(Nas academias há grande possibilidade de encontrarmos aulas com estas características, tudo depende da qualidade técnica do professor ao seguir os preceitos fisiológicos na elaboração da sua aula, lembre-se que a mesma modalidade pode almejar objetivos diferentes e até mesmo opostos. Algumas modalidades que podem ser úteis são: aulas de spinning, step e lutas, além de treinos intervalados na ergometria)

Referências bibliográficas

BRYNER RW; TOFFLE RC; ULLRICH IH; YEATER RA The effects of exercise intensity on body composition, weight loss, and dietary composition in women. J Am Coll Nutr, 1997 Feb, 16:1, 68-73

CHAD KE; QUIGLEY BM Exercise intensity: effect on postexercise O2 uptake in trained and untrained women J Appl Physiol 1991 Aug;71(2) J Appl Physiol, 1991 Apr, 70:4, 1713-9

FRIEDLANDER AL; CASAZZA GA; HORNING MA; USAJ A; BROOKS GA Endurance training increases fatty acid turnover, but not fat oxidation, in young men. J Appl Physiol, 1999 Jun, 86:6, 2097-105

GREDIAGIN A; CODY M; RUPP J; BENARDOT D; SHERN R Exercise intensity does not effect body composition change in untrained, moderately overfat women. J Am Diet Assoc, 1995 Jun, 95:6, 661-5

KLAUSEN B; TOUBRO S; RANNERIES C; REHFELD JF; HOLST JJ; CHRISTENSEN NJ; ASTRUP A Increased intensity of a single exercise bout stimulates subsequent fat intake. Int J Obes Relat Metab Disord, 1999 Dec, 23:12, 1282-7

LEE YS; HA MS; LEE YJ The effects of various intensities and durations of exercise with and without glucose in milk ingestion on postexercise oxygen consumption. J Sports Med Phys Fitness, 1999 Dec, 39:4, 341-7

PACHECO SÁNCHEZ M; GRUNEWALD KK Body fat deposition: effects of dietary fat and two exercise protocols. J Am Coll Nutr, 1994 Dec, 13:6, 601-7

PHELAIN JF; REINKE E; HARRIS MA; MELBY CL Postexercise energy expenditure and substrate oxidation in young women resulting from exercise bouts of different J Am Coll Nutr, 1997 Apr, 16:2, 140-6

PHILLIPS S.M., “Effect of Training Duration on Substrate Turnover and Oxidation During Exercise,” J. Appl. Physiol. 81.5 (1996) : 2182-2191

RASMUSSEN, B. B. et al., “Effect of Exercise Intensity on Skeletal Muscle Malonyl-CoA and Acetyl-CoA Carboxylase,” J. Appl. Physiol. 83.4 (1997) : 1104-1109.

RASMUSSEN, B. B.,ADRIAN HUTBER C.; WINDER, W. W. Endurance training attenuates the decrease in skeletal muscle malonyl-CoA with exercise.J. Appl. Physiol. 1997 83: 1917-1922

SMITH, J.; MCNAUGHTON, L. “The Effects of Intensity of Exercise and Excess Post-Exercise Oxygen Consumption and Energy Expenditure in Moderately Trained Men and Women,” Eur. J. Appl. Physiol. 67 (1993) : 420-425.

TREMBLAY A; SIMONEAU JA; BOUCHARD C Impact of exercise intensity on body fatness and skeletal muscle metabolism. Metabolism, 1994 Jul, 43:7, 814-8

VAVVAS, D., et al., “Contraction-Induced Changes in Acetyl-CoA Carboxylase and 5′-AMP-Activated Kinase in Skeletal Muscle,” J. Biol. Chem. 272.20 (1997) : 13255-13261.

http://www.gease.pro.br/artigo_visualizar.php?id=8

Rodolfo Peres – CRN 16389

Ultimamente, tenho ficado indignado com tamanha proliferação de suplementos inúteis lançados no mercado. Vejo que o único fundamento que existe por trás dessa oferta exacerbada, é o lado comercial.

Observo que quando um indivíduo leigo entra em uma loja de suplementos – que na maioria delas possui apenas intuito lucrativo – é lubridiado com frases como: Se você tomar este produto, terá o aumento de massa muscular desejado; ou ainda, este outro produto queima gordura facilmente!

Dizem essas bobagens sem ter idéia de como está o treinamento do indivíduo e principalmente, como anda sua dieta. Suplementos, como o próprio nome já diz, apenas complementam a alimentação, sendo necessários quando existe uma deficiência nutricional (falta de tempo para realizar uma refeição sólida, baixa disponibilidade de alimentos, etc); quando ocorre um aumento nas necessidades nutricionais (durante um ciclo de drogas, gasto energético elevado por atividade física, etc); ou ainda, em horários nos quais a alimentação torna-se dificultada (logo antes, durante e imediatamente após um treino).

Tanto o aumento de massa muscular, quanto a redução na gordura corporal, dependem de uma série de fatores trabalhando sinergicamente, e não será apenas uma cápsula ou pó milagroso que fará o milagre, como pregado por esses idiotas.

Sou totalmente a favor da suplementação alimentar, pois com ela torna-se muito mais fácil se obter uma nutrição adequada para melhora do desempenho atlético. Sou contra a enganação de alguns vendedores, que na maioria das vezes, nunca treinaram na vida, e se intrometem nesse mercado como se estivessem vendendo roupas, perfumes, ou qualquer outra coisa que dê lucro.

É bom frisar que ainda existem lojas sérias no Brasil, com atendentes honestos o suficiente para recomendar que antes da compra, o indivíduo procure orientação profissional. Algumas lojas, inclusive, possuem nutricionistas atendendo no próprio local, o que parece ser muito interessante.

Para uma suplementação adequada, a orientação de um profissional da área é o mais indicado. Mas de nada adianta procurar uma Nutricionista afrescalhada (sem ofender as profissionais sérias), pois ela certamente lhe indicará biscoito com geléia e chá de camomila antes do treino, além de afirmar que você poderá morrer de câncer usando suplementos. Procure um profissional especialista em nutrição esportiva. FIQUEM ATENTOS!!

Fonte: http://fisiculturismo.com.br/artigo.php?id=220

abdômen definido

Para todo lado se vê e-books e propagandas prometendo o tão desejado abdômen definido. Parece que toda semana vem nas revistas fórmulas mágicas para conseguir definir o abdômen. Isso acontece porque a maioria não sabe como conseguir e são presas a diversos mitos e erros. Nesse post vou mostrar que é mais simples do que sempre pensou.

MITOS COMUNS
-Achar que abdominais eliminam a gordura da barriga
-Fazer centenas de repetições sem carga
-Treinar abdominal todos os dias
-Tratar o músculo do abdômen diferente dos outros músculos

O SEGREDO DO ABDÔMEN DEFINIDO
Treino com sobrecarga + dieta de cutting (definição) + aeróbico eficiente
Treino com sobrecarga: Treine igual os outros músculos, sempre aumentando a carga de 7 a 15 dias.
Dieta de cutting (definição): faça uma dieta de definição bem feita, usando suplementos para evitar perda de massa magra; vitamina C no pós-treino, multivitamínico, chá verde como diurético
Aeróbico eficiente: para ectomorfos 3x na semana, optando pelo HIIT (Treinamento intervalado de alta intensidade) ou o aeróbico em jejum (usando um suplemento combo anticatabólico antes). NADA DE 30 MIN EM ESTEIRA.

O abdômen é fácil de hipertrofiar, o problema é que a maioria o trata como músculo diferente dos outros, fadigando e não dando tempo de descanso adequado.

E SE ESTOU NA FASE BULKING (GANHO DE MASSA)?
Se você está na fase de ganho de massa, é comum um pequeno ganho de gordura. Assim não é possível ter um abdômen definido. Mesmo assim continue treinando os músculos do abdômen, pois quando estão fortes ajudam estabilizar em vários exercícios livres.

EXERCÍCIOS
Escolha APENAS UM exercício abaixo, treine 2 ou 3 vezes na semana (de acordo com sua necessidade); 3 séries de 8 a 10 repetições; intervalo de 1 minuto de descanso entre as séries; aumente a carga a cada 7 a 15 dias (no máximo); execução lenta, , dando atenção a fase negativa, 2 segundos na fase positiva e 3 segundos na fase negativa.

Abdominal na prancha declinada
abdominal na prancha declinada
Esse exercício é ideal para quem está começando, saiu do sedentarismo e afins, onde o abdômen pode não ter força nenhuma. Use pesos de caneleira em cima do peito. Esse exercício não dá para usar para sempre, pois quando se usa muita carga fica difícil para colocar em cima do peito.

Abdominal ajoelhado com corda
abdominal ajoelhado com corda
Permite mais uso de cargas para o treino do abdômen.

Abdominal na máquina
abdominal na máquinamáquina de abdominal
Muitas academias podem não ter essa máquina, mas caso tenha pode optar por treinar seu abdômen nela também. Permite bastante carga.

OBS: Durante a fase de definição, se achar necessário, poderá acrescentar um exercício que trabalhe os oblíquos (laterais).

Rodolfo Peres

A cada dia o acesso a suplementação alimentar é maior. É bem provável que em breve, o Brasil seja como os Estados Unidos, onde encontramos vários tipos de suplementos nas prateleiras dos supermercados, lojas de conveniência e lanchonetes. Mas de nada adianta a população ter acesso aos melhores produtos, sem as informações corretas sobre seu uso. O objetivo deste artigo é apresentar alguns erros comuns na administração de suplementos alimentares. Desde já, deixamos clara a importância do profissional de nutrição para ajustar a suplementação adequada para cada indivíduo, quando ela se mostra necessária.

1) Uso de repositores energéticos durante atividade aeróbica, quando o objetivo é a redução da gordura corporal.
É muito comum encontrarmos alguém fazendo esteira e/ou bicicleta ergométrica, com o objetivo de perder gordura corporal, ingerindo repositores energéticos como se fosse água. O conteúdo do rótulo, afirmando que é uma bebida repositora para praticantes de atividade física, associado a um sabor agradável, tende a estimular o consumo. Mas vale lembrar que essas bebidas só devem ser ingeridas, durante a atividade aeróbica em duas situações específicas: quando o objetivo for um aumento no desempenho – devido ao efeito poupador de glicogênio – ou para repor eletrólitos em exercícios com duração superior a uma hora. Ou seja, os 20 ou 30 minutos de esteira que você faz buscando otimizar a queima de gordura não terão o efeito esperado se você consumir repositores energéticos durante a atividade.

2) Uso de whey protein com leite após o treino.
A whey protein é uma proteína de rápida absorção. Característica que a faz muito especial no período pós treino, quando nosso organismo está ávido por nutrientes. Mas o consumo de whey protein com leite, irá retardar todo esse processo. Tanto antes, como após o treinamento, o consumo do suplemento deve ser com água, visando um rápido esvaziamento gástrico.

3) Uso de apenas whey protein após o treinamento.
A principal necessidade do nosso organismo no momento após o treinamento, ainda seria repor as reservas de glicogênio depletadas durante o exercício físico. O consumo de carboidratos (dextrose, maltodextrina) em conjunto com uma fonte protéica de rápida absorção (whey protein) é recomendado. Consumir apenas proteína após o treino é um grande desperdício.

4) Tomar creatina antes do treino visando melhorar a performance naquele momento.
Sempre observo muitas pessoas utilizarem a creatina logo antes do treino, acreditando que ela irá influenciar positivamente a performance do exercício naquele momento. O efeito da creatina ocorre apenas depois que houver saturação celular, o que leva alguns dias de suplementação. Portanto, o efeito da suplementação é crônico, não agudo. A ingestão de creatina pode ser realizada em qualquer horário do dia, preferencialmente em conjunto com algum alimento fonte de carboidrato simples. Uma sugestão é acrescentar a creatina em conjunto com o shake pós treino, que deveria ter como base a whey protein e dextrose.

5) Ingerir dextrose antes do treino visando otimizar a performance.
Para a maioria das pessoas, essa prática poderia ter um efeito contrário do desejado. Ao invés de melhorar a disposição/energia durante a atividade, ao ingerir dextrose antes do treino, podemos ter uma queda na performance devido a instalação de uma hipoglicemia de rebote. Nesses casos, a maltodextrina acaba sendo uma alternativa mais interessante no momento anterior ao treino, mas mesmo assim, algumas pessoas ainda podem apresentar esse sintoma. Para manter a glicemia constante, o melhor seria ingerir a maltodextrina antes e durante o treino. Outra ideia seria garantir um bom aporte de carboidratos complexos de baixo índice glicêmico, cerca de uma hora antes do treino. Dessa forma, não seria necessária a suplementação com mais carboidratos, tanto antes quanto durante o treino.

6) Administrar whey protein com água antes de dormir.
Como já discutimos acima, a whey protein é uma proteína de rápida absorção, sendo que seus aminoácidos não permanecem durante um período considerável no plasma sanguíneo. Antes de dormir, considerando um sono em torno de oito horas, precisaríamos de uma fonte protéica com absorção mais lenta. Carne vermelha, peito de frango e ovos inteiros seriam exemplos de boas fontes alimentares, enquanto caseína e albumina seriam opções suplementares. Ambas seriam ótimas medidas.

7) Acordar de madrugada para se ingerir um “shake protéico”.
Na minha opinião, aqueles indivíduos que gozam de um bom sono, sem interrupções, não deveriam deixar o despertador programado para tocar no meio da noite, a fim de se administrar um “shake de proteínas”. Desfrute seu sono que será bem melhor! Agora, para aqueles com sono inconstante, essa medida, sem dúvida, seria uma alternativa melhor do que assaltar a geladeira com alimentos inadequados.

8) Gastar dinheiro com “queimadores de gordura”.
No momento existe um verdadeiro derramamento de “fat buners” no mercado. Como a maioria desses produtos é importada, o fortalecimento da moeda brasileira frente ao dólar facilitou o acesso está muito mais facilitado. Pare e pense: se realmente existisse algo tão milagroso assim para queimar gordura, será que os níveis de obesidade estariam aumentando a cada dia? Sem contar que vários desses produtos contêm substâncias estimulantes dos hormônios da tireóide, o que pode desregular seu metabolismo de forma irreversível. Fie-se no treino e na dieta que você conseguirá eliminar a gordura que tanto lhe incomoda!

9) Usar “pró-hormonais” como uma forma de obter efeitos similares ao dos esteroides anabólicos, mas sem os temíveis efeitos colaterais.
A ideia parece ótima não é mesmo? Usar um “suplemento” que não é esteroide, mas vai proporcionar aumento de massa muscular, aumento na libido e ainda reduzir gordura! Novamente, não caia nessa conversa furada! O exercício é o melhor estimulante da produção natural de testosterona existente! Essa é outra classe de suplementos utilizada por aqueles indivíduos que buscam um caminho mais fácil. Porém, esse atalho não existe. Use esses produtos e além de não obter o resultado desejado, você ainda poderá ganhar de brinde alguns efeitos colaterais.

10) Depender de suplementos “pré-treinos” para treinar.
Sem dúvida, os suplementos mais em moda atualmente são os chamados “pré-treinos”. Eles combinam substâncias como cafeína, arginina AKG, ornitina OKG, beta-alanina, creatina, ribose, dentre outras, associadas a um rótulo chamativo, com a promessa do melhor treino da sua vida. Realmente essas substâncias em sua maioria são válidas, em algumas situações e etapas da periodização do treinamento. Mas agora, depender desses produtos para ir para a academia já é demais, não? Observei pessoas que deixavam de ir à academia alegando falta de energia porque o pré-treino tinha acabado. Será que Arnold Schwarzenegger faltava aos seus treinos porque não tinha um suplemento como esse para tomar?

11) Tomar vitaminas e sais minerais descomedidamente.
A suplementação com vitaminas e sais minerais é algo complexo e deve ser feito com cautela. A ingestão inadequada de um ou outro micronutriente pode inclusive acarretar a deficiência de outro nutriente. Em vez de garantir a ingestão de micronutrientes com algum multivitamínico qualquer, procure complementar, se for o caso, a ingestão exata do nutriente que está em deficiência na sua dieta. Para isso, sem dúvida, o nutricionista é o melhor profissional para lhe orientar.

12) Acreditar sempre que o mais caro é o melhor, ao invés de buscar suas reais necessidades.
Qual o melhor suplemento alimentar do mercado? Esta pergunta não tem resposta. Cada pessoa possui diferentes necessidades em diferentes períodos. Para alguém que passa o dia todo fora e não tem tempo para se alimentar, uma refeição líquida pode ser o mais indicado. Já para alguém com boa disponibilidade de tempo e de acesso a alimentos adequados, uma refeição líquida seria desnecessária. A individualidade biológica deve sempre ser respeitada.

13) Usar um determinado suplemento e creditar todo a esperança e sucesso a ele.
É bem comum observarmos o “magrinho” depositar toda sua esperança no pote de hipercalórico ou o “gordinho” no termogênico. Vamos deixar claro, mais uma vez, que nenhum suplemento fará milagre por ninguém. O que ele pode fazer é auxiliar na elaboração de uma dieta nutricionalmente adequada para cada pessoa. Para atingir o sucesso na busca pelo seu objetivo, são inúmeros os fatores que precisam agir sinergicamente, como treinamento, dieta e, principalmente, o estilo de vida. Seu corpo será sempre o reflexo do estilo de vida que você adotar. Portanto, o que você está esperando?

Mude seu corpo, mude sua vida!
Bom treino a todos!

Rodolfo Peres é nutricionista especialista em nutrição esportiva com vasta experiência no acompanhamento de atletas e esportistas; mais de 50 cursos ministrados no Brasil, consultor da Probiótica Laboratórios, co-autor do livro “Are You Ready?”.

Fonte: http://www.waldemarguimaraes.com.br/?p=2434

Autor: craw69, supermoderador do forum Hipertrofia
Revisador por mim: Matthaeus

Já faz um bom tempo que eu estava querendo fazer esse tópico devido a estar cansado de ver a quantidade de pessoas que usam BCAA em doses e horários errados, dependendo da situação. Ninguém é obrigado a concordar comigo. Só peço que caso alguém for discordar, que mostre seus argumentos com alguma base. Dizer “você está errado porque eu acho que Xg é bom demais!” ou “você está errado porque o cara de 50cm de braço da minha academia diz que o certo é 1 cápsula antes do treino!” não valem de nada, já aviso. Não gosto de achismo, não gosto de argumentos baseados em “meu amigo diz” ou “meu amigo faz” e afins; portanto aqueles que quiserem ir contra o que vou explicar, que façam com algum tipo de raciocínio lógico e/ou cientifico.

Outra rápida consideração: vou tentar ser o mais didático possível, portanto não é minha intenção usar termos complicados. Aos médicos/doutores/profissionais, peço que entendam isso. Não vou ficar explicando como que a leucina sinaliza o aumento de mTOR e como isso causa maior síntese proteica; vou explicar que a leucina aumenta síntese proteica e pronto. Sem mais delongas:

I – Sobre a dosagem (e as influências do mercado de suplementos nesse quesito)

Minha maior revolta com 90% das pessoas que usam BCAA (assim como as recomendações de empresas nacionais e algumas internacionais) é em relação a dosagem do mesmo. Não é raro (aliás, é o mais comum) ver recomendações de rótulos citando: “Dosagem recomendada: 2 cápsulas antes e 2 cápsulas depois do treino.” e muito menos (raro) ver pessoas citando que usam este tipo de dosagem. Mas qual o problema com ela? Explico: ela é completamente inútil. Certo, não expliquei nada, mas vamos lá. Vou usar dois suplementos para apoiar minha argumentação: 3 Whey Protein – Probiótica (900g – R$102) e BCAA Plus – Probiótica (120 cápsulas – R$61,50) . Escolhi ambos por serem comuns e na média de preço do mercado nacional; também usei o site da CorpoPerfeito simplesmente por ser popular.

Primeiramente, quero citar a necessidade do mercado de suplementação fazer algo apelativo não só em resultados, mas financeiramente também. Vamos supor que alguém lançasse um BCAA que dure 5 dias de uso e custasse R$61,50. Alguém compraria? Não, fim de papo. Portanto a primeira coisa que eles tem que fazer é: criar um suplemento que dure algo entre 21 a 30 dias, PELO MENOS.

Em segundo lugar, que na verdade é uma continuação do primeiro, trata sobre a necessidade das empresas lançarem algo que não só dure bastante, como não tenha um custo absurdamente alto. De nada adianta o suplemento durar 30 dias se custar R$500.

A terceira coisa que precisamos entender é: eles precisam mexer com o psicológico da pessoa; mais especificamente falando, eles não podem fazer um pó que não dure nada. Qual a saída? Cápsulas. Coloque algo em cápsulas que é MUITO mais fácil você mexer psicologicamente com o cliente. A maioria dos BCAAs tem cápsulas de 750mg, o que significa que para atingir 5g BCAA são necessárias aproximadamente 7 cápsulas. Veja, é a mesma coisa dizer que você toma 7 cápsulas ou 5g BCAA. Porem, se você tomar 5g BCAA antes e depois do treino, o pote acaba extremamente rápido; e as pessoas não iriam se sentiriam “assustadas” por estarem tomando 10g de um suplemento. Transforme isso em cápsulas e as pessoas se apavoram. Imagine que alguém vai tomar 14 cápsulas por treino? Isso é um absurdo! MEU DEUS, VAMOS TODOS MORRER! Percebem? É mais fácil enfiar na cabeça da pessoa que ela deve tomar 10g de algo ou 14 cápsulas? Com certeza 10g, o que não é bom para a empresa já que o pote acabaria rápido demais. Você usa 30g de whey, então qual o problema em usar 10g de BCAA? Agora, cápsulas… cápsulas lembram remédios, remédios lembram problemas que devem ser evitados, logo cápsulas devem ser evitadas… Imagine sua mãe chegando em casa e te ver tomando 14 cápsulas de uma vez? Ela vai te matar, certeza. Imagine sua mãe te ver tomando uma ou duas colher de chá: ela vai achar muito mais normal. Enfim, acho que deu para entender.

Agora, para colocar na pratica tudo isso, alguns números:

– 900g do whey citado custam R$102. Um pote de BCAA custa R$61,50 e ambos duram cerca de um mês. Mas quantas gramas de BCAA temos naquele pote? (E a maioria nunca parou para pensar nisso). Cada capsula tem 800mg, como são 120 no total: 120×800 = 96.000mg = 96g de BCAA. Ou seja, com R$61,50 você compra uma quantia equivalente a pouco mais de 10% de seu whey. Vamos usar 10% para comparação: enquanto 900g de whey custam R$102, para se ter 900g de BCAA da mesma marca iríamos gastar R$615. A conclusão aqui é, sem ser culpa da probiótica: BCAA é naturalmente muito mais caro do que Whey. Independente do Whey e o BCAA serem marcas caras ou “bulk” (como Vulgo, Hilmar, Growth, etc.), essa proporção de preço costuma ser exageradamente desbalanceada. Isso obriga as empresas a lançarem os BCAAs em potes de pequenas quantidades e assim temos a aplicação prática da primeira citação: a necessidade de lançar algo apelativo financeiramente.

– Aplicando a segunda e a terceira: para um suplemento de 100g que deveria ser usado no MINIMO 5g por dia (vou falar sobre isso depois), pagar no MÍNIMO R$61,50 a cada 20 dias é um absurdo para a maioria das pessoas, principalmente por ser algo que dificilmente terá resultados. Qual a solução? Recomende uma dose baixa (assim o suplemento dura bastante tempo e a falta de resultados não é problema pois o efeito placebo cuida disso) e coloque em cápsulas (assim ninguém reclama de estar usando apenas 1 a 2g de algum pó, e sim 2 a 4 cápsulas que é uma quantia razoável dentro do padrão da maioria). Pronto! Criamos um suplemento que dura o tempo padrão (30 dias), com uma dosagem baixa compensando o preço alto e ainda ninguém questiona os efeitos principalmente pelo psicológico (já que o marketing pesa, a fé no produto é grande, o efeito placebo é supremo e 2 a 4 cápsulas é uma quantia razoável).

II – Sobre os efeitos e utilidades, assim como as dosagens necessárias

Resumidamente, você pode ter 3 objetivos ao utilizar a suplementação com BCAA:
1) Aumentar síntese proteica (de forma simples: o corpo aproveita melhor as proteínas; se antes você tomasse 45g de whey e o organismo, por exemplo, “desperdiçasse” 15g, com a síntese proteica elevada você aproveita as 45g totais);

2) Quebrar o efeito do catabolismo (jogue aminoácidos na corrente sanguínea e o corpo não tenta utilizar os aminoácidos já sintetizados como fonte de energia, já que o BCAA da corrente sanguínea já está de “mais fácil acesso”);

3) Auxiliar recuperação muscular assim como propriedades anabólicas (possível aumento de força, recuperação mais rápida, facilidade de aumento muscular, etc.)

A maioria das pessoas utilizam o BCAA com a finalidade 3, uma outra grande parte usa como finalidade 2 e a minoria sequer sabe da existência (ou entendem como ela funciona) da funcionalidade 1.

A questão é: o quanto é efetivo para se atingir cada objetivo?
1) Todas pesquisas recentes em relação a isso mostram que é necessário algo entre 3 a 5g de leucina para se ter um aumento de síntese proteica. Como os BCAAs são, geralmente, 2:1:1 (a cada 4g, 2g são leucina, 1g isoleucina e 1g valina), isso significa que com 5g BCAA você já provavelmente vai ter algum aumento de síntese proteica.

2) A quebra de catabolismo é mais simples e pode ser atingida com algo entre 5 a 10g usadas 30 minutos antes, durante ou imediatamente após o exercício.

3) Aqui entra o problema. O único estudo* feito com FISICULTURISTAS naturais (não com ciclistas e outros tipos de atletas, como é comum ver) e que comprova a eficácia do BCAA, nesse sentido, recomenda 0,44g/kg usado antes, durante e após o treino. Este é o estudo que o Charles Poliquin (treinador muito famoso), M. DiPasquale (autor da dieta anabólica) e Justin Harris assim como Eric Serrano (nutricionistas tops na área de pesquisa) referem-se ao recomendar o uso de BCAA. Caso alguém não tenha percebido, é uma dose MUITO alta: para uma pessoa de 75 kg, são recomendadas 33g dividas entre pré/intra/pós-treino. Isso significa que aquele BCAA de R$61,50 acabaria em 3 dias de treino e que seriam necessárias 40 cápsulas aproximadamente por treino. Devido a esse alto custo-benefício, o mínimo que os treinadores/nutricionistas citados recomendam são 20gs distribuídas entre pré/intra/pós treino para esse objetivo. Mas o correto ainda seria utilizar a equação de 0,44g/kg ou algo próximo.
*tal estudo, por ser italiano, é de difícil acesso. O resumo dele cita que houve aumento de força, recuperação e massa muscular no grupo que utilizava a dosagem citada de BCAAs; porém sem a pesquisa na íntegra é complicado afirmar até que ponto essas melhoras foram significantes ou não, ou ainda, se o estudo não era falho de alguma forma.

Portanto, seguindo a recomendação de 2 a 4 cápsulas de um BCAA padrão, o que equivale a 2 a 3,5g de BCAA, pode-se dizer ser cientificamente uma dose que não serve para nada eficientemente. Não existem estudos mostrando resultados decentes com qualquer dosagem abaixo de 5g e mesmo os resultados mostrados com 5g são relativos pois eles em geral tratam de outros atletas que não são fisiculturistas/treinados frequentemente com altos pesos.

III – Sobre a quantidade de BCAA em outros suplementos/alimentos

Aqui é outra coisa engraçada. Simplesmente porque os wheys costumam citar quantas gramas tem de BCAA. A galera acredita que whey é a única fonte de BCAA do mundo. É bem divertido ver galera dizendo “Meu whey já tem 5,5g de BCAA então já tenho bastante e não preciso suplementar!” simplesmente porque: 1) eles não tem noção do que é “bastante BCAA” e 2) eles não sabem que qualquer proteína completa tem BCAA.

A maioria das carnes tem algo entre 15 a 20% de suas proteínas compostas por BCAA. Isso significa que a cada 20g de proteína de carne você tem algo entre 3 a 4g de BCAA. Além disso, 2 ovos bem cozidos (com a gema dura) tem 2,5g BCAA. Até amendoim (se não me engano, 150g tem 4g BCAA) tem estes aminoácidos. Então por que ninguém fica dizendo “Minha carne já tem bastante BCAA então não preciso usar suplementos”?

Eu expliquei isso apenas para mostrar outra coisa: Custo X Beneficio. Supondo que você compre o BCAA usado no exemplo do tópico e use 4 cápsulas antes do treino, nós temos 3g BCAA. O custo é alto, como já provado (o kg de BCAA em geral custa 6x mais do que o kg de whey, seja whey probiótica ou whey vulgo, growth, etc.), então por que simplesmente não usar metade de um scoop de whey? Por que não comer dois ovos ou então um bife de carne? Acho que deu para entender a ideia. Se for para usar 4 a 8 cápsulas por dia, simplesmente use um scoop a mais de whey que é a mesma quantidade de BCAA e 6x mais barato, assim como comer 2 a 4 ovos.

IV – Vale a pena usar BCAA?

Esta é uma pergunta que frequentemente é feita, porém frequentemente também são dadas respostas baseadas em nada além de achismo, opiniões pessoais viciadas ou falsos dados. Vou tentar rapidamente expor tanto o lado científico quanto prático sobre esse tema. Relembrando que, quem quiser, pode discordar desde que apresente algo além do seu, já citado, achismo.

1) O aumento de síntese proteica através do uso de BCAA (e, especialmente, leucina) é comprovado. Nisto não há divergências; a síntese proteica aumenta e ponto. A questão é: essa síntese proteica resulta em alguma melhoria prática? Ou ainda, faz qualquer diferença? Para fins de ganhos de massa muscular, uma simples elevação da síntese proteica não é garantia de maiores ganhos de músculos. Mais do que isso, existe o problema do contexto: muitos estudos mostram o aumento, mas a maioria não está considerando pessoas que já ingerem altas quantidades de proteínas por dia (2g/kg para mais) ou então são feitos em jejum. Portanto, para uma pessoa que já está ingerindo 150g ou mais de proteína por dia e comendo frequentemente (eliminando períodos notáveis de jejum), dificilmente haveria um ganho muscular extra pela simples adição de 5 a 15g de proteína (BCAA/leucina) ao longo do dia. Na prática, também é algo MUITO difícil de avaliar: como saber se você está tendo ganhos simplesmente pela adição de BCAA/leucina antes da refeição? Conclusão: a melhora na síntese proteica não é tão útil para quem já come proteínas adequadamente assim como dificilmente é algo notável na prática; logo, a adição do aminoácido ao longo do dia até é valido para arriscar algo, mas está longe de ser algo garantido.

2) No caso do catabolismo, novamente existem problemas: a maioria dos treinos realizados não são em jejum, sempre havendo uma refeição pré-treino. Se a refeição pré é feita de forma correta, certamente o catabolismo será nulo por 3 a 4h, tanto pelos níveis elevados de insulina como a presença de proteínas sendo digeridas (e consequente liberação de aminoácidos). No caso de aeróbicos em jejum, a intensidade também não costuma ser alta para ameaçar uma perda de fibra muscular em si. Além disso, devido ao  BCAA e a leucina terem uma resposta insulinêmica significante, existe a probabilidade do ambiente hormonal (baixa insulina, alta catecolamina, alto GH…) ser estragado e os possíveis benefícios do aeróbico no estado de jejum serem anulados. No caso dos treinos com pesos feitos em jejum, a adição já é mais útil pelo catabolismo ser mais preocupante. Conclusão: caso exista uma refeição pré-treino adequada, o uso do BCAA para catabolismo se torna totalmente desnecessário. Já se o treino for feito em jejum com pesos é muito válido e recomendado, porém no aeróbico corre-se o risco de perder o ambiente hormonal que o distingue do aeróbico comum.
3) O ponto mais preocupante de todos. A base científica é praticamente inteira contrária as tais possibilidades por diversos motivos: a maioria dos estudos, como citado, são feitos com atletas alheios ao treino com pesos; a maioria dos estudos é feita com pessoas que não estão ingerindo boas quantias de proteínas OU que estão em um estado de desbalanço calórico; a maioria dos estudos analisa os benefícios a curto prazo, mas não prova que a médio-longo (4 semanas ou mais) faça qualquer diferença. Para não alongar mais: existe um estudo (o italiano que cito) que aprova, porém o mesmo necessita ser validado. Logo, cientificamente, para fins de ganhos anabólicos, o BCAA não serve para muita coisa. Mas como sempre existe o nosso “porém”, aqui vem ele: é extremamente raro ver alguém que adicione 15 a 30g de BCAA pré/durante treino e não sinta vantagens, principalmente no quesito recuperação muscular. Conclusão: se a pessoa prefere acreditar na ciência, não utilize. Se a pessoa prefere acreditar nos relatos práticos, experimente.

Em resumo: vale a pena o uso, garantidamente, para quem treina com pesos em jejum. Para outros contextos de treinos (como aeróbicos ou quando existe uma refeição pré-treino) não se tem vantagens ao fazer uso pré/intra/pós e ainda corre o risco de perder benefícios do treino. No caso da síntese proteica, é um tiro no escuro e ter fé para que melhore alguma coisa. Para o terceiro objetivo, depende se a pessoa preferir a ciência (que é contrária, apesar de pouquíssimos estudos terem analisado altas dosagens de BCAA ao redor do treino) ou a prática (que tem muito mais relatos positivos do que negativos).

V – Conclusão

Fazendo uma síntese de tudo o que eu disse, concluímos que, ao fazer o uso de 2 a 4 cápsulas por dose (1,5 a 3g/dose):
– Não existem estudos e/ou objetivos que possam ser atingidos com essa dosagem para um atleta que faz treinos pesados e frequentes com pesos;
– Não existe vantagem econômica, pois, como citado, pode-se atingir a mesma quantidade de BCAA com uma fonte pelo menos 6x mais barata;
– Não existem motivos óbvios para fazer uso de tal suplementação com tais dosagens. As únicas situações nas quais seria interessante o uso de 4 a 8 cápsulas, de uma única vez, seria para estimular síntese proteica (na fé de que isso represente algo) ou para evitar o catabolismo. Porém, mesmo no caso da síntese proteica, temos uma opção com efeitos iguais e muito mais barata: leucina isolada; que chega a custar 50 a 70% a menos do que BCAA.
Como eu disse no começo, não estou postando para ser uma verdade absoluta, estou postando para mostrar a argumentação mais forte que existe. Se você discorda de algo, tem provas de que estou errado em algum ponto ou coisas do tipo; sinta-se quase que no dever de postar para o debate evoluir a todos.

Fonte: http://www.hipertrofia.org/forum/topic/30296-bcaa-voce-esta-usando-errado-20/

Acréscimo de Glutamina na dieta não funciona para hipertrofia, é um grande engodo.

Estudo da Faculdade de Educação Física da UnB comprova que o acréscimo da proteína glutamina na dieta não auxilia no ganho de massa magra durante musculação

A suplementação alimentar associada à musculação é a saída utilizada por muitos atletas e praticantes de atividades físicas para obter ganho de massa muscular e força. Complexos a base de proteína são alguns dos mais usados por muitos praticantes de musculação. Uma dessas substâncias, a glutamina, tem sido amplamente difundida nas academias de todo o país e até utilizada sem qualquer orientação. Porém, quem optou por esse suplemento com intenção de aumentar os músculos jogou seu dinheiro fora.

Segundo estudo desenvolvido pela fisiologista do exercício Keila Elizabeth Fontana, da Faculdade de Educação Física (FEF) da Universidade de Brasília (UnB), a glutamina não tem qualquer ação sobre a hipertrofia muscular de quem pratica musculação. O estudo testou um programa de exercícios com pesos associados à suplementação com glutamina e outra substância também bastante utilizada em academias, a creatina.

Segundo Keila, apesar de a glutamina não ser apropriada para o ganho de massa e força, tem aplicação relevante em trabalhos de grande desgaste físico. “Ela melhora as condições imunológicas, o que é importante para quem explora o máximo do corpo”, reforça a pesquisadora. Quando o exercício é intenso, pode haver o chamado supertreinamento (overtraining), que leva ao estresse físico e deixa a pessoa vulnerável a infecções. “Então, impedir a queda da imunidade permite ir mais longe com os treinos”, argumenta.

O treinamento de 32 homens entre 18 e 30 anos foi acompanhado por 8 semanas. Eles se exercitaram uma hora e meia por dia, quatro vezes por semana, divididos em três grupos: dois de 11 pessoas e um de 10. Os integrantes de um desses tomaram glutamina; os de outro, creatina; e os do terceiro grupo receberam placebo. Tanto voluntários quanto pesquisadores não sabiam quem tomava o quê, em uma técnica conhecida como duplo cego. No período de testes, a alimentação dos avaliados foi controlada para evitar resultados diferentes em função da nutrição. Atividades físicas paralelas também foram monitoradas para que qualquer impacto sobre a musculatura fosse exclusivamente motivado pelos exercícios do programa.

Todos ingeriram doses diárias de suplemento ou placebo 30 minutos após o treino. Na primeira semana, foi dada uma dose de impacto, de 0,3 grama para cada quilo de peso da pessoa. Durante as sete semanas seguintes, a quantidade diária foi dez vezes menor, de 0,03 grama, na chamada dose de manutenção. Para se ter uma idéia, uma colher de chá rasa equivale, mais ou menos, a 5 gramas. Os compostos, em pó, eram misturados a sucos ou qualquer outra bebida doce, já que o açúcar auxilia na absorção da proteína.

Entre os voluntários acompanhados, apenas um dos que tomaram creatina não teve gripes ou resfriados no período de treinamento. No grupo do placebo, 11 ficaram gripados, ou seja, todos os voluntários. Já daqueles que tomaram a glutamina, apenas três tiveram algum tipo de infecção. O estudo de Keila identificou essa propriedade da glutamina em musculação, mas a característica já havia sido descrita para atividades aeróbicas intensas, como a maratona.

Keila pretendia saber se a suplementação resultava em aumento de massa corporal magra superior ao verificado sem a ingestão de suplementos. Os perímetros de braço e perna, a quantidade de gordura, força, potência anaeróbica, capacidade aeróbica e condições metabólicas foram outros parâmetros comparados à pratica do exercício sem suplementação.

Os resultados mostraram que aqueles que ingeriram creatina ganharam mais que o dobro de massa magra em relação aos que tomaram placebo ou glutamina. O grupo da creatina teve, em média, 3,3% de ganho sobre sua massa anterior ao início dos exercícios, enquanto os da glutamina e placebo registraram 1,5%. No quesito força, quem tomou creatina verificou aumento em torno de 50% superior aos demais. O grupo da creatina, após dois meses de treinamentos, conseguiu elevar cargas 12% mais pesadas com os braços e 34% com as pernas. Os outros grupos aumentaram a carga máxima suportada em 7% para braço e 20% para perna.

Esses números foram verificados em homens. Mas acredita-se que as mulheres tenham resultados similares. “Mulheres que usam creatina provavelmente também ganham massa magra. Para a glutamina as conclusões devem ser as mesmas: não haverá hipertrofia”, diz Keila. Não se pode afirmar, porém, que a proporção de hipertrofia se mantenha a mesma, já que questões hormonais tornam as malhadoras menos suscetíveis ao aumento de massa. “O fato de as mulheres terem mais dificuldade para ganhar massa faz da creatina uma opção interessante”, confirma.

Glutamina não funciona para hipertrofia, é um grande engodo

A professora afirma que diversas casas especializadas em suplementação esportiva indicam e vendem a glutamina para ganho de massa muscular. “Glutamina não funciona para hipertrofia, é um grande engodo”, alerta. Além de apresentar resultados de aumento dos músculos, o suplemento é, em média, três vezes mais caro do que a creatina.

Até a conclusão do estudo, não havia no país um trabalho sobre a associação da glutamina a exercícios de musculação. “É preciso ter cuidado: não se pode tomar nada só porque alguém disse que funciona. A orientação de um nutricionista e de um profissional de educação física é indispensável”, afirma Keila. O conselho é valido não só para evitar perder dinheiro. Ingerir proteína em excesso, seja creatina, glutamina ou qualquer outra, sobrecarrega o fígado e o rim, o que pode acarretar problemas de saúde.

Fonte: Assessoria de Comunicação da Universidade de Brasília

Publicado em: 02/02/2004

Fonte: http://www.saudeemmovimento.com.br/reportagem/noticia_exibe.asp?cod_noticia=1327